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CPMI do INSS prevê canal com eleitor e conclusão perto das eleições em 2026

Comissão deve ser concluída em março, mas prazo pode ser prorrogado se for necessário

Ana Freitas
Especial para o Diário
26/08/2025 | 13:08
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FOTO: Geraldo Magela/Agência Senado
FOTO: Geraldo Magela/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O plano de trabalho da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), foi apresentado nesta terça-feira (26) pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), que prevê se estender até o dia 28 de março de 2026, próximo ao início das campanhas eleitorais.

No documento consta que o requerimento de criação desta CPMI estabelece o prazo de 180 dias para a conclusão dos trabalhos, tendo em vista que foi instalada no dia 20 de agosto. 

“Considerando o recesso parlamentar entre os dias 23 de dezembro e 1º de fevereiro, temos o prazo final de 28 de março de 2026 para a apresentação e votação do relatório”, diz o plano de trabalho de 16 páginas apresentado pelo relator.

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Vale ressaltar que o prazo de uma CPMI sempre pode ser prorrogado, até qualquer período dentro da legislatura, ou seja, é possível que o colegiado estenda seus trabalhos até o final de 2026 e ocorra paralelamente às eleições, ampliando seu potencial político. Para que isso acontecesse seria necessário um requerimento de prorrogação, que deve ser aprovado pela maioria dos integrantes e referendado pelo Congresso. 

Os integrantes da CPMI afirmam que essa possibilidade existe, mas somente se avaliarem que o prazo de março será insuficiente para a conclusão das investigações. O componente político, porém, deve ser determinante, já que a oposição, que controla os trabalhos, entende que a apuração é um fator relevante e que pode desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é considerado como um provável candidato à reeleição em 2026.

Outro ponto, é a criação de um canal direto de denúncias da CPMI. “Poderá nos auxiliar a colher informações e manter um contato direto com a população, inclusive orientando sobre como proceder no caso de descontos indevidos, por meio do e-cidadania ou endereços equivalentes, a serem divulgados no site desta Comissão, de maneira permitir que situações de aposentados lesados cheguem ao conhecimento da CPMI”, afirma Gaspar no documento.

O intuito do canal é para que se mantenha uma conexão direta com a população e evitar que possíveis manobras políticas sejam criadas para tirar a força da CPMI.




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