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Região celebra 43 casamentos de pessoas idosas mensalmente

Entre janeiro e julho deste ano, 307 indivíduos a partir de 60 anos decidiram oficializar união

24/08/2025 | 09:09
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC celebrou, em média, 43 casamentos por mês envolvendo pessoas com 60 anos ou mais entre janeiro e julho deste ano, de acordo com dados da Arpen-SP (Associação de Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo) solicitados pelo Diário. No período, foram 307 registros computados, cerca de 4% do total compilado de 7.396 matrimônios na região, ou seja, um a cada 24 tinha ao menos um noivo da terceira idade.

Ainda de acordo com a Arpen-SP, os municípios marcaram 99 uniões constituídas por duas pessoas com 60 anos ou mais. Em contrapartida 208 casais formaram-se com apenas um indivíduo pertencente ao grupo. 

Em comparação com 2024, o número apontou uma queda de 34%. Nos sete meses do ano passado, os cartórios da região compilaram 483 casamentos de pessoas idosas. 

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A membro do Conselho Deliberativo da Arpen-SP, Júlia Mota, explica que essa diminuição é normal e pode estar ligada à situação do País. “A variação no número de casamentos entre pessoas com mais de 60 anos é natural e pode estar ligado à sazonalidade das uniões e a fatores pessoais e econômicos. O importante é que muitos idosos continuem escolhendo o casamento como forma de garantir direitos civis e previdenciários”, disse.

Em 2012, o aposentado e morador de São Bernardo, Antonio Roberto Casa, 72, casou-se aos 59 anos com a consultora de beleza Sueli dos Santos Casa, 45. Perto de entrar no grupo da terceira idade, ele conta que, na época, sofreu pressão social da família e conhecidos, visto que o par possui 27 anos de diferença. “As pessoas olhavam com preconceito por conta da longa distância. Eu não sou muito de dar bola para o que falam. Tenho três filhos e, no início da relação, a mais velha veio conversar comigo;deixei claro que da minha vida cuido eu. Mas, hoje, adoram a Sueli”, comentou.

O são-bernardense ainda relata que a história de romance começou de uma forma nada convencional. Os dois começaram a conversar e a se conhecer melhor durante um curso de massagem. “Já fui casado outras três vezes. Após separar da última relação, em 2008, entrei em um curso de massagem. A gente se conheceu, e lá se vão 17 anos juntos e 13 casados”, completou Casa.

Segundo Júlia Mota, a pressão social e a falta de apoio são fatores que fazem pessoas terem medo de se relacionar após uma certa idade. “Sentem-se mais vulneráveis, existe um preconceito da sociedade que se reflete, muitas vezes, nos filhos, que não os apoiam. O número de casamentos nessa faixa poderia ser muito maior, pois é comum vermos idosos em união estável ou apenas namorando, pois não querem prejudicar os filhos”, afirmou a membro do Conselho Deliberativo da Arpen-SP.


CASAMENTO ÀS CEGAS

A união entre idosos virou até tema de <CF51>reality show </CF>no Brasil. A quinta temporada de Casamento às Cegas, que estreia no mês que vem na Netflix, vai contar com participantes de 50 a 70 anos, todos eles em busca de um novo amor. “Nunca é tarde”, diz o subtítulo do programa. 

O elenco é formado por 30 participantes, sendo que duas integrantes são moradoras do Grande ABC. A administradora de empresa de Santo André, Eliane Neri, 51, e a técnica em logística e residente de São Bernando, Lucielma Cardeal, 51, vão representar a região no programa.

A estreia está prevista para o dia 10 de setembro e ao todo são dez episódios no serviço de streaming.




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