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Homens e motociclistas lideram estatísticas de mortes no trânsito

Dos 17 óbitos registrados em julho, todos foram do sexo masculino e 65% envolveram motos; especialista cita pressa e uso de celular como causas

Tatiane Pamboukian Thainá Lana
21/08/2025 | 09:42
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Mais da metade dos acidentes de trânsito fatais na região envolvem homens e motociclistas. Dos 17 óbitos registrados em julho, todos foram de vítimas do sexo masculino, sendo que 65% (11) estavam relacionados a acidentes com motos, segundo dados divulgados ontem pelo InfoSiga, sistema de monitoramento do Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo). 

A imprudência e o excesso de confiança podem ser alguns dos fatores que contribuem para as estatísticas mortais, conforme explica o advogado especialista em trânsito e ex-policial rodoviário André Gomes Bertucci. 

“Na maioria das vezes, os homens andam acima da velocidade e são muito imprudentes com as regras de trânsito. Esse comportamento contribui para o envolvimento em acidentes mais graves, em relação às mulheres. Normalmente, as vítimas são jovens e inconsequentes. Pressa e uso de celular também são causas relevantes”, diz Bertucci.

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Sobre as motocicletas, o advogado relaciona o maior envolvimento em acidentes fatais com o alto volume da frota e os serviços de entrega. “É uma quantidade absurda de motos no País, devido ao menor custo de manutenção e também pela agilidade no deslocamento em relação ao carro. Normalmente, quem trabalha com entrega são homens, e como eles estão sempre com pressa para poder aumentar o serviço, acabam se envolvendo em acidentes”, pontua o especialista.

Na comparação anual, o número de óbitos em acidente de trânsito cresceu 21% em um ano, em julho de 2024 foram contabilizadas 14 mortes. O registro do mês passado, com 17 fatalidades, é o maior para o período desde 2021, quanto foram computados 22 óbitos.

Santo André é o município com mais casos, com seis. Na sequência aparecem Diadema (5), Mauá (4) e São Bernardo (2). Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não registraram mortes no período. 

Em relação ao tipo de acidentes, atropelamento representa a maioria, com sete casos. As outras ocorrências foram por choque (6) e atropelamento (4). No acumulado do ano, de janeiro a julho, foram 145 no mês passado ante 121 em 2024 - alta de 19,8%. 

Já os acidentes totais, que contabiliza os sinistros com e sem óbitos, o Grande ABC registrou 474 em julho deste ano, enquanto no mesmo período de 2024 foram 496. 

PRIMEIRO SEMESTRE

A região contabilizou o primeiro semestre mais mortal no trânsito desde o início da série histórica, iniciada em 2015. As sete cidades somaram 128 mortes de janeiro a junho deste ano – em 2024 foram 107 óbitos.

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