STF Ministro do STF também proibiu o pastor de contatar investigados como Jair e Eduardo Bolsonaro; medida integra apuração por coação e obstrução de investigação
FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (20) a apreensão do passaporte do pastor Silas Malafaia e a proibição de saída do País. A decisão foi cumprida no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde a Polícia Federal realizou busca pessoal e apreensão de dispositivos do religioso.
De acordo com a ordem judicial, Malafaia não pode manter contato com outros investigados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As cautelares foram impostas no inquérito que investiga tentativa de obstrução de Justiça ligada ao caso que envolve o ex-presidente.
A operação foi autorizada por Moraes a pedido da PF. As autoridades apontam indícios de crimes de coação no curso do processo e de obstrução de investigação, em linha com a frente que apura pressões para interferir no andamento de processos no STF.
Agentes abordaram o pastor no terminal aéreo e o conduziram para prestar esclarecimentos. O caso corre sob sigilo no STF e integra um conjunto de medidas que também atinge aliados do ex-presidente. Em paralelo, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF por tentativa de obstrução de Justiça no processo sobre a trama golpista – fato mencionado no mesmo relatório que motivou as medidas contra Malafaia.
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