Diálogo O presidente Lula conversou, na manhã desta quarta-feira (20), por telefone, com o presidente da França, Emmanuel Macron
FOTO: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, na manhã desta quarta-feira (20), por telefone, com o presidente da França, Emmanuel Macron. O diálogo durou cerca de uma hora e abordou temas das agendas global e bilateral, com destaque para comércio internacional, mudanças climáticas e o conflito na Ucrânia.
Durante a ligação, Lula repudiou o uso político de tarifas comerciais contra o Brasil e detalhou medidas do governo para proteger trabalhadores e empresas nacionais. O presidente brasileiro informou ainda que o país apresentou recurso à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Na área de comércio, os líderes se comprometeram a acelerar negociações para que o Acordo Mercosul-União Europeia seja assinado ainda neste semestre, durante a presidência brasileira do bloco. Lula também destacou avanços recentes, como a conclusão do acordo Mercosul-EFTA, e citou novas frentes de negociação com Japão, Vietnã e Indonésia.
Outro ponto de destaque foi a agenda ambiental. Lula afirmou que a COP-30, que será realizada em Belém em 2025, será “a COP da verdade”, e reforçou a necessidade de que países desenvolvidos apresentem metas mais ambiciosas de redução de emissões. Macron confirmou presença no evento e reiterou apoio à realização da conferência no Brasil.
Sobre a guerra na Ucrânia, Macron elogiou a atuação do Grupo de Amigos da Paz, liderado por Brasil e China, e concordou em manter o diálogo com Lula sobre o tema. O presidente brasileiro demonstrou preocupação com o aumento dos gastos militares no mundo diante do cenário em que cerca de 700 milhões de pessoas ainda enfrentam a fome.
Os dois chefes de Estado também reafirmaram o compromisso de fortalecer a cooperação entre países desenvolvidos e o Sul Global, defendendo o multilateralismo como base para um comércio internacional mais justo. No campo bilateral, Lula e Macron acertaram o aprofundamento da parceria em matéria de defesa.
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