Certificação No Brasil - que possui 80 estabelecimentos certificados, sendo um atrativo turístico -, a coordenação é feita pelo IAR (Instituto Ambientes em Rede) desde 2018
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O turismo sustentável ganha cada vez mais espaço no Brasil, e um dos principais símbolos desse movimento é o selo internacional Green Key, que reconhece empreendimentos comprometidos com práticas ambientais responsáveis. Criado em 1994, na Dinamarca, e administrado desde 2002 pela FEE (Foundation for Environmental Education), o selo já está presente em mais de 90 países, com mais de 8 mil empreendimentos certificados. No Brasil - que possui 80 estabelecimentos certificados, sendo um atrativo turístico -, a coordenação é feita pelo IAR (Instituto Ambientes em Rede) desde 2018.
Em resposta ao Diário, o Green Key detalhou o funcionamento da certificação, seus diferenciais e a importância para o setor turístico.
De acordo com a FEE, a certificação exige o cumprimento de 146 critérios, sendo 75 obrigatórios e 71 progressivos. As exigências abrangem desde a gestão de água, energia e resíduos até alimentação, uso de produtos certificados, engajamento de hóspedes e capacitação de equipes.
“Os critérios são adaptados a diferentes categorias, como hotéis, restaurantes, atrativos turísticos e centros de eventos, mas sempre auditados de forma independente e transparente”, destacou a entidade.
O programa se apresenta como sem fins lucrativos, com custos de adesão relativamente baixos (veja aqui). Além disso, conta com auditorias presenciais regulares realizadas por terceiros, reconhecimento da UN Tourism (UNWTO) e visibilidade em plataformas de reservas internacionais, como o Booking.com.
O processo de certificação começa com a apresentação de documentos e evidências por parte do empreendimento. Na sequência, um auditor independente realiza a inspeção presencial, verificando desde áreas de reciclagem até consumo de água e entrevistas com funcionários. “A decisão final é sempre do auditor. Caso o empreendimento deixe de cumprir até três critérios obrigatórios, recebe um prazo de três meses para se adequar”, explicou o Green Key.
A validade é de 12 meses, com renovação anual. Nos dois primeiros anos, as auditorias são sempre presenciais. A partir do terceiro ano, elas se alternam entre visitas presenciais e análises documentais.
No Litoral de São Paulo, dois empreendimentos já se destacam. A Ilha dos Arvoredos, no Guarujá, se tornou a primeira atração turística das Américas a receber o selo. Conhecida como santuário ambiental, a ilha promove ações de preservação da biodiversidade marinha e programas de educação ambiental.
Já o Ibis Santos Gonzaga Praia foi o primeiro hotel da região a conquistar o certificado, reforçando a adoção de práticas responsáveis na rede hoteleira.
Além deles, outros empreendimentos no Litoral de São Paulo estão em fase de implementação das exigências e podem ser certificados até o fim de 2025.
Para os visitantes, optar por um local Green Key significa aliar conforto a responsabilidade ambiental. “Os turistas podem identificar os empreendimentos certificados pela placa oficial e pelo certificado exposto na recepção, além de conferirem no site do Green Key e em plataformas de reserva”, explica a entidade.
Na prática, os hóspedes também podem colaborar, adotando atitudes simples durante a estadia, como economizar água e energia, reutilizar toalhas e separar corretamente os resíduos.
Segundo o Green Key, os benefícios vão além do impacto ambiental. Os relatórios da certificação apontam resultados como:
- Redução no uso de recursos naturais e na pegada de carbono.
- Maior engajamento dos hóspedes, que passam a valorizar comportamentos sustentáveis.
- Valorização do destino turístico, que ganha credibilidade internacional.
- Integração com a comunidade local, com ações de educação ambiental, doações e parcerias sociais.
“Escolher um empreendimento Green Key é optar por uma experiência que une qualidade e compromisso ambiental, contribuindo para a preservação do destino e incentivando práticas sustentáveis em todo o setor”, concluiu a certificação.
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