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PL quer depoimento de irmão de Lula à CPMI do INSS

Comissão deve ser instalada nesta quarta-feira (20) para investigar fraudes no órgão

Ana Freitas
Especial para o Diário
19/08/2025 | 11:30
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O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende apresentar um requerimento para a convocação de José Ferreira da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como Frei Chico. O pedido faz parte da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que deve ser instalada nesta quarta-feira (20) com o objetivo de investigar fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

Partidos de oposição têm trabalhado em uma lista de requerimentos para as primeiras sessões, mas o cronograma oficial ainda não foi divulgado. Entre os pedidos, estaria a convocação de Frei Chico para depor.

Segundo a Polícia Federal, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical tem registrado aumento expressivo de faturamento a partir de valores arrecadados junto ao INSS. A arrecadação saltou de R\$ 17 milhões, em 2019, para R\$ 90 milhões, em 2023, acumulando R\$ 259 milhões no período. O sindicato foi alvo de busca e apreensão, mas Frei Chico não é investigado. Atualmente, ele não possui filiação partidária.

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Entenda o caso

O esquema de fraudes no INSS consistia no desvio e na lavagem de recursos de beneficiários por meio de descontos irregulares, feitos sem autorização, em aposentadorias e pensões.

As irregularidades vieram à tona em 23 de abril, com a deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela Polícia Federal. Após a divulgação do relatório, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado, assim como outros cinco servidores. Para substituí-lo, foi nomeado Gilberto Waller, ex-procurador da AGU (Advocacia-Geral da União). Dias depois, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão, sendo sucedido pelo secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz (PDT).

Desde então, uma disputa de narrativas domina o cenário político. A oposição tenta associar as fraudes à atual gestão, enquanto o governo sustenta que os desvios começaram em 2016, no primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro, e só foram desmantelados após iniciativa da administração de Lula.




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