Política Titulo Desconfiança

Jeferson Leite sofre resistência de partidos aliados a Taka

Expulso do PT, 17º vereador governista se torna uma figura indesejada a outras siglas

Bruno Coelho
17/08/2025 | 09:24
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FOTO: Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Fora do PT e livre para manifestar seus posicionamentos em Diadema, o vereador Jeferson Leite não terá vida fácil para arrumar um novo partido dentro do arco de alianças do prefeito Taka Yamauchi (MDB). O ex-petista é visto por governistas no Legislativo com muita desconfiança, os quais não o querem próximo de suas legendas. Entre as razões estão a forma como o parlamentar rompeu com o petismo, deixando até os mais bolsonaristas surpresos, e uso de uma “política predatória” com eleitorado cativo de colegas.

Jeferson Leite está fora do PT desde 23 de julho, após o conselho de ética instaurado no diretório municipal optar pela desfiliação de seus quadros. O rompimento se deflagrou depois de um semestre inteiro de atritos entre o vereador, por exercer um discurso governista, e os outros quatro colegas de bancada petista, que levantam a bandeira de oposição à atual administração, depois de o partido deixar o Paço, com a tentativa de reeleição frustrada do ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) no pleito de 2024.

No entanto, a forma repentina que o ex-petista saltou para a base de Taka chamou a atenção até mesmo de vereadores governistas. O cenário ainda é agravado, visto que parlamentares de outros partidos, principalmente aqueles eleitos na chapa de Filippi em outubro do ano passado, enxergavam Jeferson Leite como o “favorito” do ex-prefeito, tendo toda atenção do gabinete. No último pleito, o legislador chegou à reeleição sendo o mais votado entre os 21, somando a adesão de 7.782 eleitores.

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Dentro da base que atualmente sustenta Taka no Parlamento, existe o G-10, grupo de vereadores eleitos na chapa encabeçada por Filippi em 2024, e o G-6, composto por os parlamentares fiéis ao emedebista desde o último processo eleitoral. Jeferson Leite se tornou oficialmente 17º aliado do prefeito desde julho, mas logo nos primeiros dias da gestão já endossava ao Paço, contrariando a postura de oposição do PT.

Diante desse cenário, mesmo entre aqueles mais críticos ao petismo, a avaliação é de que o vereador cometeu um gesto de traição ao antigo partido. Desse modo, há o temor de a situação se repetir, a depender dos resultados de eleições futuras. Até no MDB Taka enfrentaria resistência da bancada, que ocupa duas cadeiras no Legislativo,para acolher Jeferson, enquanto que o cenário se repete no Progressistas, conforme apuração do Diário junto aos governistas. 

Já no G-10, Jeferson Leite não tem portas abertas, por críticas que vão além da forma que se desenhou o desligamento do PT. Para integrantes da ala, o vereador não teria “postura ética” com os colegas, adentrando em redutos eleitorais estabelecidos por outras lideranças políticas. Essa situação, segundo vereadores ouvidos pelo Diário, gerou um cenário de quebra de confiança com o ex-petista.

Procurado, Jeferson Leite não retornou ao pedido de posicionamento da reportagem.




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