Após denúncias de Felca O caso ganhou repercussão no início de agosto, após o youtuber Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes em produções de Hytalo
FOTO: Redes sociais

O influenciador paraibano Hytalo Santos foi preso nesta sexta-feira (15) em São Paulo. Ele é investigado pelo MPPB (Ministério Público da Paraíba) e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) por suposta exploração e exposição de menores de idade em conteúdos publicados nas redes sociais.
O caso ganhou repercussão no início de agosto, após o youtuber Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes em produções de Hytalo. Desde então, o influenciador se tornou alvo de ações civis públicas, medidas judiciais e operações de busca e apreensão na Paraíba.
Na terça-feira (12), a Justiça da Paraíba determinou o bloqueio das redes sociais de Hytalo e a desmonetização de seus conteúdos. Ele também está proibido de manter contato com os adolescentes citados nas investigações.
Na quinta-feira (14), policiais cumpriram mandado de busca na residência do influenciador em João Pessoa, onde apreenderam um computador e celulares. O juiz Antônio Rudimacy Firmino autorizou a entrada forçada no imóvel, caso fosse necessário. Um dia antes, um mandado havia sido cumprido no mesmo endereço, mas ninguém foi encontrado no local.
As apurações do MPPB começaram em 2024 e correm em duas promotorias. Em Bayeux, a promotora Ana Maria França investiga denúncias de vizinhos sobre festas com adolescentes, topless e consumo de álcool. Em João Pessoa, o promotor João Arlindo apura suspeitas de um esquema para obter a emancipação de menores em troca de presentes, como celulares. O relatório do inquérito deve ser concluído na próxima semana.
O MPT também conduz uma investigação própria. Segundo o procurador Flávio Gondim, mais de 50 vídeos foram analisados e mais de 15 depoimentos colhidos de pessoas que participaram das produções. Documentos e registros complementam as apurações.
A defesa de Hytalo afirmou, ao g1, que ele não foi informado previamente sobre o mandado de busca e apreensão e que está à disposição da Justiça. Em nota divulgada, nega todas as acusações e sustenta que “jamais compactuou com qualquer ato atentatório à dignidade de crianças e adolescentes”.
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