Nacional Titulo Após denúncias de Felca

Hytalo Santos é preso por suposta exploração e exposição de menores

O caso ganhou repercussão no início de agosto, após o youtuber Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes em produções de Hytalo

15/08/2025 | 09:40
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FOTO: Redes sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O influenciador paraibano Hytalo Santos foi preso nesta sexta-feira (15) em São Paulo. Ele é investigado pelo MPPB (Ministério Público da Paraíba) e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) por suposta exploração e exposição de menores de idade em conteúdos publicados nas redes sociais.

O caso ganhou repercussão no início de agosto, após o youtuber Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes em produções de Hytalo. Desde então, o influenciador se tornou alvo de ações civis públicas, medidas judiciais e operações de busca e apreensão na Paraíba.

Medidas judiciais

Na terça-feira (12), a Justiça da Paraíba determinou o bloqueio das redes sociais de Hytalo e a desmonetização de seus conteúdos. Ele também está proibido de manter contato com os adolescentes citados nas investigações.

DGABC

Na quinta-feira (14), policiais cumpriram mandado de busca na residência do influenciador em João Pessoa, onde apreenderam um computador e celulares. O juiz Antônio Rudimacy Firmino autorizou a entrada forçada no imóvel, caso fosse necessário. Um dia antes, um mandado havia sido cumprido no mesmo endereço, mas ninguém foi encontrado no local.

O que dizem os investigadores

As apurações do MPPB começaram em 2024 e correm em duas promotorias. Em Bayeux, a promotora Ana Maria França investiga denúncias de vizinhos sobre festas com adolescentes, topless e consumo de álcool. Em João Pessoa, o promotor João Arlindo apura suspeitas de um esquema para obter a emancipação de menores em troca de presentes, como celulares. O relatório do inquérito deve ser concluído na próxima semana.

O MPT também conduz uma investigação própria. Segundo o procurador Flávio Gondim, mais de 50 vídeos foram analisados e mais de 15 depoimentos colhidos de pessoas que participaram das produções. Documentos e registros complementam as apurações.

Defesa nega acusações

A defesa de Hytalo afirmou, ao g1, que ele não foi informado previamente sobre o mandado de busca e apreensão e que está à disposição da Justiça. Em nota divulgada, nega todas as acusações e sustenta que “jamais compactuou com qualquer ato atentatório à dignidade de crianças e adolescentes”.




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