Nacional Titulo Investigação

Justiça mantém prisão de executivos da Ultrafarma e Fast Shop

Além da Ultrafarma e da Fast Shop, outras gigantes do mercado do varejo são investigadas

13/08/2025 | 13:03
Compartilhar notícia
FOTO: Reprodução
FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Justiça de São Paulo manteve os decretos de prisão de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e do diretor da Fast Shop Mário Otávio Gomes, na Operação Ícaro. O Estadão busca contato com as defesas.

As prisões são temporárias, ou seja, têm prazo de cinco dias para acabar. Nesse período, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai ouvir funcionários das duas empresas. Os promotores justificaram que os executivos poderiam pressionar ou intimidar seus subordinados se estivessem em liberdade na fase de depoimentos.

A audiência de custódia é um procedimento padrão. Ela serve para o juiz avaliar a legalidade do cumprimento do mandado de prisão. São analisados aspectos como o tratamento dispensado ao preso. Os fundamentos que levaram ao mandado de prisão não são reavaliados.

DGABC

As sessões ocorreram no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, por juízes designados para conduzir audiências de custódia.

A Operação Ícaro mira um suposto esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado. De acordo com a investigação, empresas varejistas pagaram mais de R$ 1 bilhão em propinas a auditores fiscais em troca da liberação de créditos tributários.

Além da Ultrafarma e da Fast Shop, outras gigantes do mercado do varejo são investigadas.

Afora o risco de intimidação de funcionários, o Ministério Público de São Paulo também justificou que os executivos deveriam ser presos porque estariam operando o esquema nos dias atuais. A contemporaneidade é um dos requisitos para a prisão no curso de uma investigação ou processo, quando ainda não há condenação ou pena a ser cumprida.

LEIA TAMBÉM

Ultrafarma e Fast Shop contrataram 'assessoria criminosa' de fiscal da Fazenda, diz MP




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;