Política Titulo 8 de janeiro

Flávio Bolsonaro afirma que há acordo para pautar anistia, não para aprovar

Governistas negaram que Hugo Motta tenha feito acordo para pautar o tema; presidente da Câmara também negou ter garantido contrapartidas para convencer ocupação a desocupar a Mesa Diretora

07/08/2025 | 16:20
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FOTO: Lula Marques/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (7), que há um acordo no Congresso para pautar a votação da anistia "geral e irrestrita" aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente é réu em um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

"A gente não está aqui defendendo que há um acordo para aprovar a anistia, a gente está defendendo que há um acordo para que se paute a anistia tanto na Câmara quanto no Senado. E quem tiver maioria vai levar essa", afirmou Flávio em coletiva de imprensa.

A anistia juntos com outras medidas, foi reivindicada nos atos da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. A obstrução física da Câmara dos Deputados e do Senado teve fim nesta quinta após mais de 30 horas.

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Flávio e os demais parlamentares da oposição defendem que tanto a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, como o impeachment de Moraes e o fim do foro privilegiado seriam uma forma de "pacificar" o país. As medidas que beneficiam Jair Bolsonaro, preso nesta segunda-feira, 4, são chamadas pelos aliados de "pacote da paz".

A base do governo negou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) tenha acordado pautar a anistia. Em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (7), o deputado federal governista Rogério Correia (PT-MG) disse que o acordo foi feito apenas entre os partidos da oposição.

"Eles parlamentares da oposição estão espalhando um acordo que podem ter feito com setores do União Brasil e do PP, mas jamais com Hugo Motta no sentido de pautar qualquer coisa em relação à anistia", disse.

Já o presidente da Câmara negou, ao chegar à Câmara nesta quinta-feira (7), que tenha garantido contrapartidas para convencer a oposição a desistir da ocupação do plenário. "A presidência da Câmara é inegociável. Eu quero que isso fique bem claro", afirmou. "A negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não está vinculada a nenhuma pauta", enfatizou.

Na noite de quarta-feira (6), Motta retomou a cadeira para abrir a sessão plenária. Com resistência dos bolsonaristas, o presidente iniciou a sessão e encerrou após um discurso de cerca de 10 minutos afirmando: "País deve estar em primeiro lugar e não projetos pessoais".

No discurso, Motta afirmou que a obstrução feita pela oposição ao governo Lula "não fez bem à Casa". Segundo ele, o ato não foi "condizente" com a história da Câmara.

"O que aconteceu entre o dia de ontem e o dia de hoje, em um movimento de obstrução física, não fez bem a esta Casa. A oposição tem todo o direito de se manifestar, a oposição tem todo o direito de expressar a sua vontade", disse o deputado.

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