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Tarcísio chega a condomínio para visitar Bolsonaro, em prisão domiciliar

Antes da chegada do governador de São Paulo, uma viatura da Polícia Militar fez uma ronda na parte externa

07/08/2025 | 15:24
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FOTO: Alan Santos/RP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou pouco antes das 14h30 nesta quinta-feira (7), ao condomínio onde mora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Jardim Botânico, em Brasília. Tarcísio foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a visitar o ex-chefe do Executivo, que cumpre prisão domiciliar.

Tarcísio chegou num comboio de quatro carros. Na portaria, moradores do condomínio se queixavam sobre a movimentação no local. "Ainda não foi para a Papuda", gritou uma moradora, em referência ao complexo prisional na capital federal.

Antes da chegada do governador de São Paulo, uma viatura da Polícia Militar fez uma ronda na parte externa do condomínio.

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No ofício em que pediu autorização para visitar Bolsonaro nesta quinta-feira, Tarcísio disse ser "correligionário e amigo" do capitão reformado e que considera que há razões "político-institucionais" e "humanitárias" que justificariam a autorização por Moraes.

A defesa de Bolsonaro informou que ele concordou com a visita, e Moraes autorizou o encontro. Mais cedo, em Brasília, Tarcísio participou da cerimônia de promoção dos generais da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). O governador não discursou e manteve postura discreta durante o evento.

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Além de Tarcísio, também foram permitidas as visitas da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão(PP), dos deputados Zucco (PL-RS), Junio Amaral (PL-MG) e Marcelo Moraes (PL-RS) e do empresário Renato de Araújo Corrêa, de Angra dos Reis (RJ).

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde segunda-feira, 4, por descumprir medidas cautelares anteriores impostas pelo STF.

Inicialmente, as medidas foram determinadas no último dia 18, no inquérito que apura conduta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

As medidas incluíam, além do uso de tornozeleira eletrônica, que Bolsonaro não usasse as redes sociais, mesmo por meio de aparelhos e contas de terceiros.

Conforme mostrou o Estadão, neste domingo, 3, o ex-presidente discursou para manifestantes por meio de um contato pelo telefone com o filho senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que publicou o discurso nas redes, o que foi considerada uma quebra das medidas impostas anteriormente. Mais tarde, o senador chegou a apagar a postagem, o que foi mencionado por Moraes na decisão.




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