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Zé Dirceu chama EUA de império e vê ataque à democracia em tarifaço

Ex-ministro fala, em encontro nacional do PT, que a sobretaxa imposta por presidente Donald Trump ‘visa a dar anistia e inocentar os golpistas’

03/08/2025 | 08:24
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FOTO: Lula Marques/Agência Brasil
FOTO: Lula Marques/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu disse ontem que o Brasil está enfrentando o “império” dos Estados Unidos em relação ao tarifaço contra produtos brasileiros. Sobretaxa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump começa a valer nesta quarta-feira.

“Nós estamos enfrentando o império norte-americano, nós estamos enfrentando um ataque ao Supremo Tribunal Federal e à nossa democracia, que visa a dar anistia e inocentar os golpistas”, disse o ministro, no 17º Encontro Nacional do PT, em Brasília.

Por isso, ele defendeu que o partido não poderia firmar posição contra o arcabouço fiscal, criado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retomou programas sociais. O PT rejeitou uma emenda contrária à regra.

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Dirceu, que deve lançar sua candidatura a deputado federal na eleição de outubro de 2026, acrescentou que o governo Lula tem três eixos centrais: a reindustrialização, por meio do Nova Indústria Brasil; os investimentos em infraestrutura via PAC; e a transição energética. 

O PT rejeitou uma emenda que propunha o fim do novo arcabouço fiscal no documento que reúne os debates do encontro nacional. Esse texto vai orientar a gestão do novo presidente da sigla, Edinho Silva.

A emenda afirmava que o arcabouço, aprovado no governo Lula, seria uma “herança política do teto de gastos”. Segundo o trecho, a regra seria uma “camisa de força” para os direitos sociais.

José Dirceu foi um dos responsáveis por defender que a emenda fosse rejeitada. “O principal problema que nós temos é a política de juros”, disse. “Nós estamos buscando o déficit zero para conseguir reduzir os juros.”

O ex-ministro acrescentou que o arcabouço fiscal não impede o pagamento dos pisos da saúde e educação, nem aumentos reais do salário mínimo ou a ampliação de programas sociais. Isso pode ser financiado pela tributação de ricos estudada pelo governo, disse.




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