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Dia dos Pais vai movimentar R$ 78,15 mi no Grande ABC

Montante é 5,2% maior que na mesma data de 2024; presente terá valor médio de R$ 262 e será comprado preferencialmente em shoppings

Nilton Valentim
02/08/2025 | 08:16
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Dia dos pais vai injetar R$ 78,15 milhões na economia do Grande ABC. O presente custará em média R$ 262, com pagamento feito por cartão de crédito parcelado ou Pix e, na maioria dos casos, comprado em shoppings centers da região. 

Esses dados foram levantados pelo CIM (Centro de Inteligência de Mercado) da Strong Business School e indicam que a intenção de consumo cresceu 5,2% na comparação com a mesma data do ano passado.

O valor médio por presente (R$ 262) representa alta de 31,8% em relação ao ano anterior. Já o gasto total planejado por consumidor chegou a R$ 297, com média de 1,5 presente por pessoa. A maior parte dos indivíduos (53,8%) pretende gastar o mesmo valor do ano passado.

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Segundo o coordenador técnico da pesquisa, professor Luciano Schmitz, o resultado é reflexo direto do contexto econômico. “Apesar do consumo ainda ser seletivo, há sinais positivos no varejo. A renda real média teve leve alta e a taxa de desemprego segue em queda. Isso impacta diretamente no humor de compra da população”, afirma o professor.

Entre os homenageados da data, o destaque continua sendo os pais (52,5%), mas cresce a atenção a tios, padrinhos (21,6%) e avôs (9,4%), refletindo novos arranjos afetivos e familiares. Maridos também aparecem com 6,7% das intenções.

Na escolha do presente, o preço ganhou importância, com 23,9% das respostas, alta de 11 pontos percentuais em relação a 2024, enquanto a qualidade caiu para 17,1%, recuo de 28%. Vestuário segue na liderança (43%). Já a categoria de perfumaria e cosméticos saltou 123,4% em relação a 2024 e agora ocupa o segundo lugar nas preferências (25,7%).

O modo de pagamento também mudou na comparação com o ano passado. O Pix agora empata com o cartão parcelado, cada um com 25,1% da preferência. O carão de débito vem em terceiro, com 22,9%. Apenas 8,7% vão utilizar dinheiro vivo.

Já o local de compra continua sendo, majoritariamente, os shopping centers (39%), que teve crescimento de 22% em relação a 2024. O comércio de rua vem logo atrás, com 32%, e o comércio online avançou para 27,4% das preferências,um salto de 6 pontos percentuais.

Em Santo André, cidade com maior participação na amostra (46,5%), a previsão é de R$ 24,7 milhões em movimentação. Metade dos consumidores pretende fazer as compras no próprio município, o que reforça a importância do comércio local como motor da economia regional.

É uma data que não tem o mesmo apelo emocional do Dia das Mães, mas que, nos últimos anos, vem ganhando força como oportunidade de aproximação familiar e reconhecimento. E isso aparece na disposição de gastar um pouco mais, mesmo em tempos de cautela”, conclui Schmitz.




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