Espetáculo da Broadway Musical chega ao Teatro Santander, em São Paulo, a partir de 31 de julho, com sessões de quinta a domingo
FOTO: Divulgação

Mais do que um espetáculo, Dreamgirls – Em Busca de um Sonho é uma experiência artística pulsante que mistura emoção, política, música e representatividade. O musical vai além do entretenimento e propõe reflexões sobre identidade, fama, racismo e o lugar da mulher negra na indústria do entretenimento. Em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, a superprodução brasileira apresenta pela primeira vez, nos palcos do País, um dos maiores sucessos da Broadway, em uma adaptação que equilibra fidelidade ao original e identidade própria.
Durante a coletiva de imprensa acompanhada pelo Diário, ficou evidente como o espetáculo valoriza a representatividade em sua essência. Com elenco exclusivamente negro, a montagem reforça a importância da representatividade. Dreamgirls se passa entre as décadas de 1960 e 1970 e acompanha a trajetória do trio formado por Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson, jovens artistas que enfrentam desafios pessoais e profissionais enquanto buscam espaço em uma indústria fonográfica marcada por desigualdades raciais e de gênero.
“Dreamgirls retrata como que os homens têm esse poder sobre as mulheres e, no fundo, isso acontece, mas eu acho que a vontade e o talento acabam te ajudando a se sobrepor e a enfrentar essas coisas, e que retrata muito bem a toxicidade e a manipulação que acontecem na nossa indústria de verdade”, afirma Samantha Schmütz.
Inspirado nas histórias reais de grupos femininos da era Motown, como as The Supremes, o musical retrata a chamada era de ouro da música soul e as transformações culturais que moldaram os Estados Unidos nas décadas de 60 e 70. Além de refletir o cenário musical da época, Dreamgirls também mergulha nas complexidades das relações interpessoais, no preço da fama e no silenciamento de vozes femininas negras dentro do showbiz.
A montagem brasileira conta com um elenco de 25 artistas multitarefas, que entregam potência vocal, emoção e performance. Letícia Soares interpreta Effie White, Laura Castro dá vida à elegante Deena Jones, e Samantha Schmütz assume o papel de Lorrell Robinson. O empresário Curtis Taylor Jr. será vivido por Toni Garrido e Robson Nunes, que se revezam no papel. Jimmy Early ganha vida por Reynaldo Machado – personagem inspirado em ícones do R&B como James Brown e Little Richard. Também integram o elenco Eduardo Silva (Marty), Abrahão Costa (C.C. White), Thales Cesar (Wayne) e Luci Saluzzi (Michelle Morris).
Dreamgirls estreou originalmente na Broadway em 20 de dezembro de 1981, no Teatro Imperial, onde ficou em cartaz por 1.521 apresentações até agosto de 1985. O espetáculo foi um sucesso estrondoso, vencedor de seis prêmios Tony e dois Grammys, consolidando-se como um marco da cultura musical afro-americana nos palcos. Em 2006, a história chegou aos cinemas, em adaptação estrelada por Beyoncé, Eddie Murphy, Jamie Foxx e Jennifer Hudson – que venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação de Effie White.
Trilhas sonoras
Com influências do R&B ao gospel, passando por soul, funk e disco, a trilha sonora de Dreamgirls é um espetáculo à parte. As músicas conduzem a narrativa das personagens e retratam a evolução da música afro-americana ao longo das décadas. Canções como “And I Am Telling You I’m Not Going”, “One Night Only” e “I Am Changing” tornaram-se hinos dentro e fora do palco, celebrados por fãs do teatro musical em todo o mundo.
Com texto e letras originais de Tom Eyen, músicas de Henry Krieger, arranjos de Harold Wheeler e coreografia de Michael Bennett, o espetáculo é reconhecido pela força de sua narrativa e sofisticação musical. No Brasil, as canções ganham nova vida sob a direção musical de Gui Leal, com coreografias de Rafa L. e versão em português de Bianca Tadini e Luciano Andrey – que adaptaram as nuances da obra original com sensibilidade e autenticidade.
“É uma delícia poder transitar entre uma música que conta uma história e a música que simplesmente é um show, que mostra a potência da música negra dos Estados Unidos desse período, mas que também celebra essa transformação. A gente vê o caminho da música nesses anos que a peça se passa”, afirma Gui Leal durante a coletiva.
A montagem brasileira é apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Esfera, Return Capital e Zurich Santander, e apoio de Hyundai Financiamentos, Unisys Brasil e Santander Brasil. A realização é da FB Criativo, em colaboração com a Barho Produções, Atual Produções e Governo Federal – União e Reconstrução.
Serviço – Dreamgirls: Em Busca de um Sonho
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – São Paulo – SP
Classificação etária: 10 anos (menores devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
Estreia: 31 de julho de 2025
Horários:
Quintas-feiras: 20h
Sextas-feiras: 20h
Sábados: 16h e 20h
Domingos: 15h e 19h
Valores:
VIP: R$ 380 (inteira) | R$ 190 (meia-entrada)
Plateia Superior / Frisa Plateia Superior: R$ 250 (inteira) | R$ 125 (meia-entrada)
Balcão A: R$ 180 (inteira) | R$ 90 (meia-entrada)
Frisa Balcão / Balcão B: R$ 42 (inteira) | R$ 21 (meia-entrada)
Descontos:
50% de desconto para beneficiários da meia-entrada mediante documentação prevista em lei.
30% de desconto para clientes Santander, limitado a dois ingressos por CPF e a 20% da lotação do teatro. Válido para pagamentos com cartões Santander (crédito online e débito/crédito presencial). Não cumulativo com meia-entrada.
Ingressos:
Online (com taxa de conveniência): plataforma Sympla
Presencial (sem taxa): bilheteria do Teatro Santander, das 12h às 18h. Em dias de espetáculo, até o início da apresentação. Também há totem de autoatendimento 24h.
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