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Pipas causam apagões e afetam 78 mil no Grande ABC em 2025

Dados da Enel de janeiro a junho de 2025 totalizam 141 casos e 77.734 pessoas impactadas por quedas de energia na região

31/07/2025 | 16:40
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As cidades de Mauá, Santo André, Diadema e São Bernardo estão entre os dez municípios com mais ocorrências envolvendo pipas enroscadas na rede elétrica em toda Região Metropolitana de São Paulo. Dados da Enel de janeiro a junho de 2025 totalizam 141 casos e 77.734 pessoas impactadas por quedas de energia na região.

Mauá lidera a lista no Grande ABC, com 46 ocorrências e mais de 19,5 mil clientes atingidos. Em seguida vêm Santo André, com 36 casos e 14,4 mil moradores afetados; Diadema, com 31 registros e mais de 27,7 mil interrupções; e São Bernardo, com 28 ocorrências que deixaram cerca de 16 mil pessoas temporariamente sem luz. Enquanto cidades como São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não entraram na lista. 

No total das dez cidades, a Enel registrou 1.972 ocorrências envolvendo pipas enroscadas na rede elétrica, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2024. Com isso, quase 800 mil clientes foram afetados por interrupções no serviço — aumento de 35% no número de desligamentos em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Alerta

A concessionária alerta que as linhas com cerol e linha chilena, além de ilegais em muitos municípios, são as principais responsáveis por esse tipo de incidente. Quando em contato com os cabos de energia, elas podem provocar curtos-circuitos, danificar equipamentos, causar acidentes graves e até mortes. O problema é ainda mais grave em regiões urbanas densas, como o Grande ABC, onde a rede elétrica passa próxima de casas e comércios.

Para evitar tragédias e prejuízos, a Enel reforça orientações de segurança:

- Soltar pipas perto da rede elétrica é extremamente perigoso, sob risco da linha ou da pipa enroscar nos fios, ocasionando descarga elétrica. O mais indicado é empinar pipas em espaços abertos e afastados de fiações, como parques e campos de futebol;

- Caso a pipa se enrosque na rede, postes ou antenas, os praticantes não devem arremessar objetos nos fios nem tentar resgatá-los. Somente técnicos da distribuidora treinados para este trabalho, que exige o uso de equipamentos de segurança, estão aptos a manusear a rede;

- Materiais metálicos, como o alumínio, não devem ser usados na fabricação da pipa, pois conduzem eletricidade, aumentando a chance de choque elétrico, com risco de morte;

- Evite a utilização de "rabiolas", pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais;

- Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela funciona como para-raios, conduzindo energia e podendo provocar acidentes fatais;

- O uso de cerol (pó de vidro com cola) oferece mais um risco: ele corta os fios de alumínio ou de cobre, o que pode levar a choques por rompimentos de cabos;

- O uso da chamada linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior que o cerol tradicionalmente usado nas pipas, tem agravado a situação. O risco de acidentes fatais é alto para pedestres e motociclistas e os danos à rede elétrica também são maiores;

- É aconselhável ter sempre um adulto responsável acompanhando as crianças no momento da brincadeira.

DGABC



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