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Jovens da Fundação Casa participam de avaliação no EC São Bernardo

Projeto socioesportivo oferece oportunidade de reinserção social por meio do futebol

Fábio Júnior
Especial para o Diário
30/07/2025 | 20:09
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Três adolescentes da Fundação Casa de Franco da Rocha viveram, nesta quarta-feira (30), um dia histórico em busca de uma nova chance na vida e no esporte. Eles participaram de uma avaliação técnica para integrar a equipe sub-20 do Esporte Clube São Bernardo, em uma iniciativa socioesportiva que conecta medidas socioeducativas ao futebol profissional.

A seletiva, realizada no Estádio Municipal Giglio Portugal Pichinin, o tradicional Baetão, é resultado de um projeto desenvolvido pelo Instituto Águia do Millenium em parceria com o clube e a Fundação Casa. O presidente do Conselho Administrativo da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Cachorrão, o empresário José Luís, e o profissional de Educação Física da unidade, João Luís, foram fundamentais para a realização da ação.

Nas próximas semanas, os jovens passarão por avaliações físicas, técnicas e comportamentais para definir quem seguirá no elenco da categoria. A iniciativa começou em maio com palestras motivacionais, seguidas de visitas ao centro de treinamento em junho, e deve ter novas rodadas de testes ao longo do ano.

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Marcelinho Paulista, ex-jogador de Corinthians, Fluminense e Botafogo, e idealizador do projeto, destacou o caráter transformador da proposta: “O que menos importa aqui é o futebol. Nossa meta é trazer um cenário diferente para esses jovens, mostrar que eles podem sonhar e conquistar uma vida melhor. Se for preciso repetir esse trabalho mil vezes, nós faremos.”

Sérgio Baresi, ex-zagueiro do São Paulo e coordenador técnico do time são-bernardense, reforçou o papel do esporte na formação humana: “O futebol cria disciplina, diálogo e senso coletivo. Queremos que eles compreendam o valor da integridade e da dedicação. A formação do atleta começa pela formação do cidadão”, afirmou.

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O técnico do sub-17 e responsável pela peneira, Daniel Marques Júnior, explicou os critérios da avaliação: “O que mais observamos é a relação deles com a bola, o nível de competitividade e o comprometimento nos treinos. Mais do que habilidade, buscamos seriedade e vontade de crescer”, disse.

Entre os adolescentes que participaram da seletiva, histórias de superação reforçam o propósito do projeto. Marcos (nome fictício), 17 anos, encara a oportunidade como um divisor de águas: “Já passei por muitas dificuldades. Morei na rua, usei drogas e vi meu pai perder as duas pernas. Essa chance pode mudar a minha vida e a da minha família. É tudo que eu sempre sonhei.”

Fabricio (nome fictício), 18, também vislumbra um recomeço: “Nunca tive uma oportunidade assim, tenho uma filha de três meses e quero dar uma vida melhor para ela. Agora quero mostrar meu valor, mudar de vida e dar orgulho para minha família.”

Para Nathan (nome fictício), 18, a expectativa é deixar para trás o passado: “Estar aqui é muito gratificante. Na Fundação ficamos longe da família, mas eu me preparei para agarrar essa chance e construir um futuro diferente”, relatou.

Com novas avaliações previstas para os próximos meses, a expectativa é de que mais adolescentes tenham chance.




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