EUA Estavam na reunião os ministros Fernando Haddad, Jorge Messias, Sidônio Palmeira, Gleisi Hoffmann, além de Geraldo Alckmin
FOTO: Ricardo Stuckert / PR / Official White House Photo by Daniel Torok

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nessa quarta-feira, 30, com auxiliares para discutir "a soberania do povo brasileiro", após o governo dos Estados Unidos confirmar a ordem executiva com a tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil.
O Estadão/Broadcast apurou que estavam na reunião os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Pouco antes, o presidente afirmou, em uma cerimônia fechada no Palácio do Planalto para a sanção do projeto de lei que proíbe a utilização de animais em testes cosméticos, que faria a reunião de emergência. A Secretaria de Comunicação Social divulgou o áudio da fala dos participantes, incluindo a de Lula.
"A gente conseguiu, às 17h, sancionar uma lei que defende a soberania animal. As criaturas de Deus que têm como habitat natural o planeta Terra não vão ser mais cobaias de experiências neste País. Eu estou saindo daqui completo porque eu vou me reunir ali para defender outra soberania", disse o presidente.
"A soberania do povo brasileiro em função das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos. Então hoje, para mim, é o dia sagrado da soberania, de uma soberania de coisas que eu gosto. Os animais e os seres humanos", completou.
O encontro também ocorreu após os Estados Unidos terem sancionado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na Lei Magnitsky. O governo estuda como responder tanto do ponto de vista econômico quanto jurídico, seja por causa do tarifaço confirmado, seja pelas sanções ao ministro da Suprema Corte brasileira.
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