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Trump assina ordem e oficializa tarifa de 50% contra o Brasil

Em movimento explosivo que agrava tensões diplomáticas, presidente cita violações de direitos e censura como justificativa para sanção comercial inédita

30/07/2025 | 15:36
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FOTO: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian
FOTO: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acendeu mais um sinal de alerta nas relações com o Brasil ao assinar uma ordem executiva que eleva para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros. A medida foi classificada pela Casa Branca como uma reação emergencial a ações do governo brasileiro consideradas uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA.

A decisão marca o início de uma nova emergência nacional, decretada sob a IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), de 1977. O documento cita diretamente o STF (Supremo Tribunal Federal) e menciona o ministro Alexandre de Moraes como figura central em medidas que, segundo os norte-americanos, afetam direitos civis e interesses estratégicos dos EUA.

Acusações diretas

No texto oficial, o governo Trump acusa autoridades brasileiras de pressionar empresas americanas a censurar conteúdos políticos, entregar dados privados de usuários e alterar políticas de moderação. As ordens seriam acompanhadas de ameaças como multas, congelamento de ativos e exclusão do mercado brasileiro.

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A Casa Branca ainda aponta “perseguição política” a Jair Bolsonaro e seus apoiadores, rotulando os processos contra eles como “graves violações de direitos humanos” e ataque direto ao Estado de Direito.

O caso do comentarista e blogueiro Paulo Figueiredo, processado no Brasil por declarações feitas nos EUA, foi citado como exemplo de violação da liberdade de expressão em território americano, um ponto-chave para justificar a escalada da sanção.

Retaliação com efeito imediato

A nova tarifa de 50% atinge em cheio produtos de exportação brasileira, como aço, alumínio, alimentos e commodities estratégicas. Embora os setores impactados ainda estejam sendo detalhados, a ordem já está em vigor, afetando diretamente bilhões de dólares em comércio bilateral.

Além da tarifa, o documento também revela outras medidas de retaliação diplomática:

- Suspensão de vistos de ministros do STF e seus familiares;

- Restrições para entrada de autoridades brasileiras nos EUA;

- Sinal verde para novas sanções se “abusos continuarem”.

Política externa em tom de campanha

A retórica adotada no comunicado presidencial reflete o tom da campanha de Trump para retornar à Casa Branca, com foco em segurança nacional, soberania e liberdade de expressão. A decisão é tratada como parte da agenda “America First”, reacendendo o debate sobre interferência estrangeira e autoritarismo.

“Não vamos permitir que governos estrangeiros ameacem nossas empresas, sufoquem a liberdade ou comprometam os valores americanos”, afirma o comunicado. “O tempo da complacência acabou.”

Repercussões ainda incertas

O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas diplomatas ouvidos em reserva avaliam a medida como “sem precedentes” e temem um efeito dominó em outras frentes comerciais e diplomáticas. Especialistas apontam que a tarifa pode abrir uma nova fase de atritos entre os países, justamente quando o Brasil busca maior protagonismo internacional.

O desfecho ainda é imprevisível, mas a ofensiva de Trump deixa claro: as tensões entre Washington e Brasília escalaram para um novo patamar.




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