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Em seis dias, três pessoas são mortas pela PM na região

Casos aconteceram em São Bernardo e Mauá; Em 2024, região registrou 48 óbitos por policiais

29/07/2025 | 05:00
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em seis dias, o Grande ABC registrou três mortes envolvendo policiais. Os casos aconteceram em São Bernardo e Mauá, nos dias 22, 23 e 27 de julho e são investigados pela Polícia Civil. Em duas ocorrências os agentes estavam de folga, enquanto na terceira o PM estaria a caminho do batalhão – ninguém estaria fardado. 

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) ressaltou, em nota, que cada ocorrência apresenta particularidades e contextos específicos. 

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“A corporação investe na capacitação do efetivo e na atualização de protocolos operacionais, com ênfase no uso proporcional da força, no respeito aos direitos humanos e nos critérios que regem a legítima defesa”, pontuou. 

No ano passado, a região contabilizou 48 óbitos com intervenção policial. Em 12 anos, de 2013 a 2024, foram 677 ocorrências, sendo que 91% foram cometidas por PMs (Policiais Militares). O Estado de São Paulo registrou a maior alta na letalidade policial em 2024 no País, com aumento de 61% no número de mortes, segundo o levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 

O óbito mais recente ocorreu no último domingo (27), na Avenida Barão de Mauá. O PM (Policial Militar) Kaio Lopes Raimundo, 32 anos, foi preso em flagrante após atirar quatro vezes contra o motorista Clayton Juliano da Silva, 38, depois de uma discussão no trânsito, de acordo com o BO (Boletim de Ocorrência). 

A vítima morreu no local com um tiro na nuca. Além dele, estavam no carro a esposa, a sogra e um sobrinho de 9 anos, que foi atingido com um disparo. A criança está internada em estado estável no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Kaio passou por audiência de custódia na segunda-feira (28) e, de acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), teve prisão em flagrante convertida em preventiva. O PM está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da Capital. Clayton, que era mecânico, foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Santa Lídia, em Mauá, sob forte comoção. Além dos familiares e amigos próximos, centenas de integrantes do Popular Nation, clube de carros antigos, prestaram suas homenagens à vítima, que integrava o grupo há pelo menos sete anos. 

Indignado com o caso, Edgar Rodrigues, 38, amigo de Clayton, pediu por Justiça. “Você sai de casa, dá uma buzinada porque tem uma moto na sua frente, e a pessoa vem e te mata. A polícia está na rua para dar segurança e não para causar medo, eles estão acima de todos? Não estou generalizando, tem muitos agentes do bem e que repudiam isso, mas ninguém pode ir contra um policial, que não está nem fardado e nem na viatura, que é morto. Isso não dá o direito dele acabar com uma família”, lamentou Rodrigues. 

DEMAIS CASOS

Na primeira ocorrência, registrada no dia 22, um homem de 30 anos que era procurado da Justiça morreu após tentar assaltar um PM de 47 anos que estava de folga, no bairro Rudge Ramos. 

Já o outro caso foi na Alameda Glória, no centro de São Bernardo, em mais uma tentativa de assalto. Durante a ação, um dos suspeitos, 22 anos, foi baleado pelo agente de segurança que estava de folga e interveio no momento em que um motociclista era abordado por três criminosos – os outros dois foram presos. 

(Colaborou Gabriel Gadelha)




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