Inclusão digital Mais de dois terços da população com 60 anos ou mais está conectada
FOTO: Divulgação

A proporção de pessoas idosas com acesso à internet no Brasil chegou a 69,8% em 2024, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada pelo IBGE. O índice representa um salto significativo em relação aos 44,8% registrados em 2016, e reflete uma mudança no perfil de conectividade do país.
O crescimento é atribuído, entre outros fatores, à expansão de programas de inclusão digital, como o Computadores para Inclusão e o Wi-Fi Brasil, coordenados pelo Ministério das Comunicações. Essas iniciativas ofertam cursos de capacitação e acesso gratuito à internet em áreas remotas ou em situação de vulnerabilidade social.
O programa Computadores para Inclusão ensina pessoas de todas as idades a usar celulares, computadores e a consertar equipamentos. As aulas são oferecidas nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), presentes em todas as regiões do país. As máquinas usadas nos cursos são reaproveitadas de órgãos públicos, e depois doadas para escolas ou projetos sociais.
Segundo o ministério, os cursos são gratuitos e abertos à população. Ao final, os participantes recebem certificado, o que também pode ajudar na inserção no mercado de trabalho.
Já o Wi-Fi Brasil oferece conexão via satélite em regiões sem acesso à internet, como comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e áreas rurais. A iniciativa busca reduzir desigualdades no acesso à informação e permitir que populações distantes possam acessar serviços públicos, realizar pesquisas ou manter contato com familiares.
Apesar do avanço, o Brasil ainda enfrenta desafios para garantir acesso pleno e qualificado à internet para a população idosa. Segundo especialistas, o crescimento da conectividade precisa ser acompanhado de educação digital contínua, voltada para a segurança e o uso consciente das tecnologias.
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