Setecidades Titulo Primeiro semestre

Queda de balões deixou sem luz 5.459 imóveis no Grande ABC

Número de incidentes decorrentes da prática, considerada crimes, cresceu 135,4% de janeiro a junho deste ano na região em comparação ao mesmo período de 2024

22/07/2025 | 14:22
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O número de imóveis do Grande ABC que tiveram problemas de energia após incidentes com balões subiu 135,4% no primeiro semestre deste ano, no comparativo  com o mesmo período de 2024. Este ano,  5.459 residências ficaram sem luz em decorrência da prática, considerada crime, contra 2.319 em 2024.

Segundo a Enel, responsável pelo fornecimento de energia em São Paulo,  o histórico  demonstra um impacto crescente da soltura de balões durante o período mais seco do ano.

Mauá é a cidade que mais sofreu com os balões em 2025: um incidente afetou o fornecimento de luz em 4.805 moradias, fato semelhante ao ano passado, quando apenas uma ocorrência prejudicou 1449 imóveis no primeiro semestre. 

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Santo André vem em segundo lugar com maior número de imóveis prejudicados pela soltura desse tipo de artefato. Este ano, 653 residências tiveram problemas no fonecimento de energia, contra 286 em 2024. Aparece ainda na lista do primeiro semestre São Bernardo, com um cliente da distribuidora prejudicado pela prática.

No ano passado, três incidentes afetaram 474 imóveis em Diadema. Já em São Bernardo, dois casos deixaram 108 imóveis sem luz. Em São Caetano, a queda de um balão prejudicou dois clientes da concessionária em 2024. 

Apesar do aumento no número de  imóveis afetados no primeiro semestre de 2025, a quantidade de incidentes com balões caiu 18,18% em relação ao ano passado: foram nove ocorrências, contra 11 em  2024. 

Segundo a Enel, a queda de balões sobre a rede elétrica é uma das principais causas externas de interrupções no fornecimento de energia, especialmente em períodos festivos, como as festas juninas.

"Quando um balão toca os cabos de alta ou média tensão, pode provocar curtos-circuitos, queima de equipamentos, rompimento de cabos e até incêndios em postes, vegetação ou construções próximas. Em casos mais graves, a queda de cabos energizados representa um risco significativo de choque elétrico, aumentando a possibilidade de acidentes graves. Além dos transtornos causados pela interrupção no fornecimento de energia elétrica, os impactos envolvem prejuízos financeiros para consumidores, riscos à segurança da população e danos ambientais", destaca a empresa. 

Só em 2025, a Enel São Paulo registrou 41 quedas desse tipo de artefato sobre a rede elétrica em sua área de concessão, prejudicando 8.048 unidades consumidoras. O número  representa uma pequena queda de clientes impactados na comparação com os seis primeiros meses de 2024, quando 8.844 clientes impactados por 43 incidentes.

A distribuidora alerta que no caso de o balão cair dentro de uma subestação de energia elétrica, o risco de explosão é muito grande. "Nunca tente entrar no local para resgatá-lo, nem o remova caso fique preso na rede de energia, pois há risco de sofrer descargas elétricas. Comunique a Enel imediatamente pelos canais de atendimento", pontua.

Soltar balões é uma prática proibida no Brasil e considerada crime ambiental, conforme previsto no artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). A legislação proíbe fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios em florestas, áreas urbanas ou assentamentos humanos. A pena para quem comete esse crime é de detenção de um a três anos, além de multa. O simples ato de transportar ou possuir balões já configura infração, independentemente de causar ou não incêndios.




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