Setecidades Titulo Câncer no intestino

Mortes pela doença que vitimou Preta Gil aumentam 4% ao ano

Número subiu de 3.274 para 3.545 em dois anos na Grande São Paulo

22/07/2025 | 08:48
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FOTO: Redes sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A quantidade de óbitos por câncer no intestino, doença que vitimou a cantora Preta Gil no último domingo (20), cresce a uma média de 4% ao ano na Região Metropolitana. A média nacional, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) é de 5%. Em 2024, foram registradas 3.545 mortes, um crescimento de 2% em comparação com 2023, quando houve 3.475 registros. Em relação a 2022, quando 3.274 pessoas morreram, o aumento foi de 6%. 

O câncer no intestino é o segundo mais frequente em mulheres, de acordo com a oncologista especialista em tumores do trato digestivo Maria Ignez. O estilo de vida moderno é apontado como um dos motivos para o aumento. “Uma alimentação inadequada, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo e obesidade são fatores de risco intrínsecos, além de predisposição pelo histórico familiar”, diz a médica.

O cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif destaca que a identificação precoce do tumor, feita por meio de exames periódicos, é fundamental, pois aumenta consideravelmente a eficácia do tratamento, alcançando taxas de cura acima de 90%. “Infelizmente, esse é um tipo de tumor que ainda chega tarde ao consultório. Casos como o da Preta Gil (que foi diagnosticada em estágio avançado no início de 2023) mostram como o diagnóstico tardio é um grande obstáculo no combate ao câncer de intestino”, alerta.

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A aposentada andreense Marina Palma, 67 anos, sempre teve uma alimentação saudável e realizava regularmente consultas e exames, mas foi surpreendida com um tumor em estágio avançado. “Descobri em março de 2020, no auge da pandemia. Estava tão grande que obstruiu meu intestino e já não podia mais evacuar. Fiz uma cirurgia de emergência, no mesmo dia em que procurei o hospital, sem saber ainda que era câncer. Foi bastante difícil o processo, pois tive que utilizar a bolsa de colostomia por dois anos e fazer um ano de quimioterapia”, conta Marina, que é voluntária há 26 anos na ONG Viva Melhor, que acolhe mulheres vítimas de câncer.




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