Indústria Montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações
FOTO: Divulgação

O setor do comércio de peças e acessórios para veículos automotores nacional avalia que o impacto do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil deverá causar maior dano às montadoras instaladas em solo norte-americano.
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Segundo o presidente do Sincopeças Brasil (Sindicato Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos), Ranieri Leitão, o processo de montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações. “Em nosso entender, o impacto talvez seja maior para as montadoras de veículos instaladas no mercado norte-americano e que se valem de fornecedores brasileiros. Dentro do Brasil, não enxergamos qualquer alteração no processo de montagem dos veículos”, disse em entrevista à imprensa. Segundo Leitão, o setor do comércio de autopeças nacional atua basicamente no mercado interno e não deverá sofrer impacto direto do tarifaço. “Mas nossa posição é que qualquer movimento de taxação excessiva é desastroso para os negócios em geral”, ressaltou. O Sindipeças, que representa os fabricantes de autopeças, disse, em nota, que ainda é necessário aguardar a publicação da legislação norte-americana para confirmar qual será o alcance da sobretaxa no setor. As fabricantes nacionais produzem peças específicas para veículos dos Estados Unidos o que torna inviável redirecioná-las para outro mercado. A balança comercial de autopeças do Brasil com os Estados Unidos é deficitária ao Brasil desde 2009. Em 2024, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 2,2 bilhões e importou US$ 1,3 bilhão em peças.
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