Proteção Presidentes dos legislativos projetam melhorias no controle de acesso a plenário e gabinetes
FOTO: Denis Maciel/DGABC

As Câmaras de São Caetano e Mauá, em breve, devem passar por reformulações e melhoria visando à segurança dos vereadores e servidores. Cada Legislativo tem suas particularidades e projetos de infraestrutura para controle de acesso e separação do público. Os projetos já estão em andamento e logo serão concretizados.
Em São Caetano, por exemplo, para ter acesso ao plenário ou aos gabinetes é preciso realizar um breve cadastro, apresentando documento original. Uma foto do rosto do visitante também é capturada e salva em sistema para liberação das catracas, que contam com reconhecimento facial. O reforço no Legislativo são-caetanense, neste primeiro momento, será justamente no local onde os vereadores ficam expostos, o plenário.
Após série de protestos, bate-boca entre parlamentares e público, suspensão de sessões e retirada à força de manifestantes, o presidente, Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL), pediu reforço na segurança, com mais efetivo da GCM (Guarda Civil Municipal) e a instalação de um vidro para separar o público na galeria e os vereadores no plenário, desta forma, segundo a justificativa, mitigar chances de ataques físicos.
“Vamos colocar vidros para dividir a plateia dos vereadores. Alguém pode pular ali (no plenário) e agredi-los”, afirmou o liberal há um mês.
A previsão é de que a instalação ocorra até o fim de agosto, de acordo com a assessoria da Câmara.
A implementação da barreira física de vidro não é novidade no Grande ABC. As Câmaras de São Bernardo e Mauá contam com o dispositivo de segurança. Entretanto, na Câmara mauaense a questão da segurança é outra. Atualmente o acesso ao plenário é irrestrito e sem qualquer cadastro. O monitoramento é feito por alguns funcionários da Casa e por guardas-civis que ficam de plantão durante as sessões.
O presidente do Legislativo mauaense, Juninho Getúlio (PT), quer melhorar o controle de acesso. “Uma coisa que eu sempre questionei. Colocaram a catraca de um lado, no antigo sistema (de controle), e aí a pessoa vinha para a sessão subia para o plenário e quando precisava ir ao banheiro tinha que se cadastrar. Situação estranha, a pessoa entrava sem cadastro e depois ‘para sair’ tinha que se cadastrar”, destacou.
A proposta do presidente prevê, em estudo pelo seu gabinete e departamentos técnicos da Câmara, a instalação de catracas, banco de dados para cadastro dos visitantes e a troca de fechaduras dos gabinetes.
“Vamos começar a modernizar a Casa. Vai ter cadastro e catracas. A ideia é seguir o padrão lá do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, com sistema de biometria facial ou QR Code (Código de Resposta Rápida). Para vereadores, funcionários da Câmara e assessores a ideia é instalar fechaduras eletrônicas nas portas dos gabinetes, que poderão ser acionadas por senha ou leitura facial. Dessa forma vamos economizar em médio e longo prazos cerca de R$ 5.000 por ano com a cópia de chaves que são perdidas e dificultar o acesso de pessoas estranhas ao ambiente”, afirmou Juninho, sem apresentar prazo para concluir as mudanças projetadas.
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