Para conhecer Folclore e manifestação popular são retratados por Smul na Casa do Olhar Luiz Sacilotto
FOTO: Divulgação

Mambembe, primeira exposição individual do artista andreense Rodrigo Smul, expressa por meio de pinceladas um clamor às novas gerações. Itinerante e na Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414, Centro, Santo André) até sábado que vem (26), a mostra convida a um mergulho em tradições brasileiras esquecidas.
Em seu título, homônimo à canção de Chico Buarque, a exposição brinca com a resistência de artistas diante do esquecimento e preconceito com a arte popular.
O acervo é dividido em três núcleos. A tríade traz elementos do folclore, das manifestações populares do País, assim como dos personagens urbanos que também cruzaram as memórias do artista. “Por meio da pintura é possível viajar pelas regiões do Brasil. Foram diversas as referências e, sobretudo, as técnicas utilizadas nas criações”, esclarece Smul, sobre o uso do estilo clássico, modernismo e também da arte urbana na exposição.
Para ele, a oportunidade é também uma chance de se conectar com “a rua, a riqueza cultural do povo brasileiro e principalmente com as novas gerações”. Exemplos marcantes desse propósito de resgate são os quadros Sertanejo, Maracatu e Bumba meu boi, que tracejam uma aproximação dos expectadores com costumes além do Sudeste.
Para expressar nas 23 pinturas o resgate das tradições brasileiras, Smul tomou como base sua experiência como professor em oficinas de graffiti, desenho e ilustração. “Tudo começou na adolescência, quando conheci o movimento hip-hop e comecei minha ligação com o grafitti em Santo André. Na faculdade de educação artística, todavia, foi onde tive contato com o lado não formal da arte. Acredito que foram também esses projetos, dentro de comunidades, que me levaram até a uma exposição que tentasse se colocar mais próxima do povo.”
O andreense também é conhecido por trabalhos artísticos na Fundação Casa (Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Cras ( Centro de Referência de Assistência Social) e Caps (Centro de Atenção Psicossocial). “Por isso também digo que a exposição Mambembe é a rua dentro das galerias. Ela é uma alusão ao estilo de vida, ao que penso sobre a arte como um elemento em movimento e próximo às pessoas”, finaliza.
A visita à exposição Mambembe é gratuita. Entre as terças e sextas-feiras, o horário da Casa do Olhar Luiz Sacilotto é das 10h às 17h, sendo o sábado aberto para o público das 10h às 15h.
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