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Julho Turquesa: uso de telas e inverno agravam a síndrome do olho seco

Mais do que um simples desconforto, a doença pode afetar a qualidade de vida das pessoas, e precisa de tratamento

14/07/2025 | 16:14
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É muito raro encontrar alguém atualmente que não esteja superexposto às telas, sejam elas dos smartphones ou dos computadores. E esse hábito tem deixado as pessoas mais vulneráveis para sofrer da chamada síndrome do olho seco. Para alertar sobre a importância da prevenção e do tratamento, o Julho Turquesa propõe a conscientização dessa doença, que atinge de 5% a 50% de pessoas no mundo, de acordo com a TFOS (Tear Film Ocular Surface Society), e vai muito além de um simples desconforto, que pode afetar a qualidade de vida dos pacientes. Médico oftalmologista do Oftalmos, Fernando Ramalho, explica que a campanha é realizada nesse período do ano por ser o auge do inverno, quando o clima fica árido. “As causas vão desde o uso de aparelhos eletrônicos, principalmente celular, bem próximos do olho; até o frio, com o uso de aquecedores elétricos que podem deixar o ambiente menos úmido. E tem ainda o vento gelado, que afeta diretamente a saúde dos olhos”, explica. 

Outra questão que o médico destaca é a diminuição da hidratação durante o Inverno. “Como está frio, as pessoas deixam de beber água, pois não sentem tanta sede, e isso se torna outro fator que acelera a queixa de olho seco”, acrescenta. O especialista afirma que o envelhecimento também deve ser um ponto de observação, justamente por envolver questões hormonais e a diminuição na produção das lágrimas, que ocorre naturalmente com o passar dos anos. 

A campanha ganhou a cor turquesa em referência à cor da lágrima, como forma de reforçar a importância da lubrificação ocular. O doutor Fernando ressalta que o tratamento dependerá dos níveis da doença e não se deve optar pelo uso de colírios ou outros cosméticos do cotidiano. “Medicamentos aleatórios prescritos por pessoas não habilitadas podem até fazer mal. A providência a ser tomada é procurar um médico oftalmologista, habilitado, para fazer exames e orientar o paciente para um cuidado adequado”. 

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Sobre o tratamento, o especialista do Oftalmos explica que variam de acordo com o grau de cada paciente. “Podem ser desde casos simples, como olho seco evaporativo, por conta do uso dos eletrônicos, até uma condição mais séria, que exige o uso de fármacos e lubrificantes oculares”. Segundo o médico, há ainda os casos patológicos, com necessidade de aplicação de medicamentos e reposição de vitamina específica para a região dos olhos, além dos colírios.

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