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Refluxo: médico dá dicas para evitar desconfortos

Comidas gordurosas são gatilhos comuns na estação mais fria do ano

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
13/07/2025 | 07:41
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FOTO: FreepiK Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com a chegada do inverno é comum que a busca por comidas mais calóricas e gordurosas aumente. Para muitos, essa mudança na alimentação, combinada com outros hábitos, pode ser um gatilho para o refluxo gastroesofágico, uma condição que afeta cerca de 50 milhões de brasileiros.

No inverno, a tendência das pessoas é comer mais alimentos gordurosos por conta do frio e do ‘calor do alimento’”, explica Eduardo Grecco, gastrocirurgião, endoscopista e professor de medicina da Faculdade do ABC. “As pessoas tendem a comer mais chocolate, frituras e massas. Isso é péssimo para o refluxo.”

Segundo o especialista, o frio em si não é o problema, mas a mudança de comportamento que ele provoca. “No verão as pessoas preferem saladas e grelhados. O inverno traz a vontade de comer fondue, lasanha, filé à parmegiana e outras refeições mais pesadas.”

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SINTOMAS 

Os sintomas mais comuns incluem queimação, azia, dor no peito e a sensação de que o alimento está voltando. Em casos mais graves, a dor pode até simular um infarto. Segundo o médico, sintomas atípicos, como pigarro constante, rouquidão e tosse crônica podem indicar que a condição já está mais avançada. “Se a pessoa se alimentou mal, passou mal aquele dia, mas no dia seguinte se cuida, volta a ter uma alimentação normal e fica bem, isso é um refluxo esporádico”, afirma. 

No entanto, se os sintomas se tornam diários e persistem mesmo com uma alimentação controlada, Grecco alerta que “é fundamental procurar um médico para uma investigação mais aprofundada, com exames como endoscopia e manometria (mede a pressão em diferentes partes do trato digestivo)”.

A dona de casa Vanessa Cesário, 50 anos, descobriu que tinha refluxo após sofrer com inflamações de garganta constantes e tosse crônica. “Cheguei a tomar três vezes no ano antibiótico, cinco vezes anti-inflamatório. A médica pediu uma investigação e ‘batata’, era refluxo”, conta. Hoje, Vanessa toma medicação diária e já aprendeu a identificar os alimentos que pioram seu quadro.

“É essencial ter uma alimentação mais saudável, principalmente no período noturno e praticar atividades físicas”, destaca o especialista.




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