Cultura & Lazer Titulo De Anderson Lima

Leci Brandão é tema de documentário de diretor diademense

Produção exibida na Cinemateca dialoga com artistas sobre a trajetória e importância da cantora de samba e deputada estadual

13/07/2025 | 07:17
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Luan Cardoso/Divulgação
Luan Cardoso/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Considerada um símbolo de resistência, a sambista carioca e deputada estadual em São Paulo, Leci Brandão (PCdoB), é o enredo-vivo explorado pelo novo e terceiro documentário de Anderson Lima, 39 anos, morador do Piraporinha, em Diadema. Formado em Rádio e TV com foco em dramaturgia, ele afirma que o projeto iniciado juntamente com um amigo, que morreu, levou dez anos para ser elaborado, e foca festivais após lançamento na Cinemateca Brasileira. 

Entre os entrevistados no material do diretor diademense estão outros artistas de peso, como Brown, Alcione, Emicida, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Demônios da Garoa. O ministro Fernando Haddad e o deputado estadual Eduardo Suplicy também participam do documentário. 

“Em 2015, as gravações só começaram por estratégia, porque não tínhamos recursos. Os intervalos de shows foram as nossas oportunidades, graças ao trabalho do Fernando Monea (produtor e amigo da época de faculdade). As limitações técnicas certamente foram um desafio, mas a dificuldade mais dolorida deste projeto em si foi a morte do Monea, que, apesar de ter antes se recuperado bem de um câncer no cérebro e ter passado pela pandemia, contraiu meningite logo em seguida”, lamenta Lima.

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De acordo com ele, a produção do documentário sobre uma das maiores sambistas do País, popularizada por canções como Zé do Caroço e Fogueira de uma Paixão, só foi retomada após o luto em 2022 – a ideia havia nascido em 2012. Na época, a escola Acadêmicos do Tatuapé escolheu Leci para homenagem. “Graças à seleção, o grupo voltou ao grupo especial das escolas de samba de São Paulo. Nós dois cobrimos jornalisticamente juntos. Só em 2014, um colega jornalista Hamilton Trindade entrou para pesquisa e formamos uma equipe para começar o projeto”, relembra.

No filme, Leci comenta temas como fé, gênero e condição financeira. Entre as entrevistas exclusivas ao documentário, a artista critica ainda o movimento “falso” de influencers que se instauraram com a ascensão das redes sociais nos últimos anos. 

Ainda no material, o radialista e apresentador do programa da Rádio USPO Samba Pede Passagem, Moisés da Rocha, define o samba de Leci e o projeto de documentação de profissionais da região como item “social, que fala sobre as minorias”. 

Para Lima, o feito já é considerado uma premiação. “Até o momento não veio nenhuma homenagem, mas só de o material ser exibido no Festival In-Edit Brasil na Cinemateca e ser contemplado na Lei Paulo Gustavo já é uma vitória”, afirma. O documentário, “que carrega também parte” do seu amigo, deve ser exibido no Festival de Inverno de Paranapiacaba, no próximo dia 19, às 17h, no Cine Lyra (Av.Fox, s/n).




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