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Casos de infarto dobram no primeiro quadrimestre de 2025

Em 2024 foram realizados 514 atendimentos ambulatoriais na Região Metropolitana, de janeiro a abril; neste ano o número saltou para 1.032

13/07/2025 | 04:01
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FOTO: Celso Luiz/DGABC 21/10/23
FOTO: Celso Luiz/DGABC 21/10/23 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O número de atendimentos ambulatoriais por infarto na Região Metropolitana cresceu 100%, ou seja, dobrou, no comparativo entre janeiro a abril deste ano com o mesmo período de 2024. O primeiro quadrimestre do ano passado contabilizou 514 registros contra 1.032 de 2025, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Em 2023 foram registrados 375 atendimentos ambulatoriais por infarto, crescimento de 175% na mesma base comparativa.

As internações por infarto não apresentaram grandes oscilações, com uma ligeira queda no primeiro quadrimestre deste ano, saindo de 6.616 para 6.174. De janeiro a abril de 2023 foram 6.321. 

O infarto é causado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo para o coração. De acordo com o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Louis Nakayama Oye, os principais fatores de risco são a hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e tabagismo, principalmente em pessoas a partir de 40 anos.

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INVERNO

O médico destaca que tais fatores tendem a se agravar no inverno. “Cuidados, como ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, devem ocorrer durante o ano todo, mas nesta época precisam ser redobrados, e problemas como hipertensão monitorados. Com as baixas temperaturas, há uma va-soconstrição, fazendo a pressão arterial aumentar. O vaso sanguíneo é como um músculo, ele reage às temperaturas, e reduz seu tamanho no frio, dificultando a passagem do sangue”, explica. 

Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 35% da população brasileira tem pressão alta, mas metade não tem conhecimento de sua condição. “A hipertensão é uma doença silenciosa. A grande maioria das pessoas não tem sintomas. Sua descoberta é feita em consultas e exames de rotina”, diz o médico. 

Nakayama ressalta que, no inverno, as pessoas tendem a comer mais alimentos gordurosos e em maior quantidade, além da tendência ao sedentarismo, aumentando os riscos. 

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Outro problema cardiovascular é o AVC (Acidente Vascular Cerebral), que ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro por obstrução ou rompimento de vasos. Os atendimentos ambulatoriais por esse AVC ocorrem com maior frequência em comparação com os para infarto, mas se mantiveram na mesma média nos três quadrimestres, de 2023 (41.061), 2024 (41.715) e 2025 (41.531). 

Já o número de internações por AVC de janeiro a abril cresceu 10% entre 2023 e 2024, com 7.135 e 7.818 registros, respectivamente, e caiu 27% no comparativo com este ano, com 6.145 internações até abril. 




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