Memória “Memória” completa o primeiro ciclo experimental com vídeos rápidos sobre a história do Grande ABC; percorremos as Setecidades para concluir com Paranapiacaba

Vejam o aviso nesta estação: “Trens para Santos”. Estamos na estação de Paranapiacaba, no final do planalto. Lá embaixo, todo o esplendor de uma Serra e um sistema ferroviário que se foi, o Sistema Funicular.
Não há mais trem para Santos. Ao menos trem de passageiros. O novo sistema que desce e sobe a serra é apenas para trem de carga. Trem de passageiro só o de turismo, para os domingos e feriados. E que estaciona em Paranapiacaba no aguardo dos turistas que retornarão a Santo André e a São Paulo.
Seria fantástico se os passageiros pudessem seguir a Santos e deslumbrar toda a beleza da flora ao longo dos patamares.
O memorialista José Fortes, o Fantinha, que nos deixou o ano passado, guardou fotos da Paranapiacaba romântica de outrora. Imagens, nada mais. A emoção do funicular, de um lado, foi trocada pela cremalheira, do outro. Mas carga não tem emoção.
Paranapiacaba está sendo revitalizada. Reconstituiu o antigo cinema, que ficou lindo; salvou o mais antigo campo de futebol do Brasil; realizou e realiza muitas obras.
A igreja tá linda. A Vila tá linda. O Cambuci continua uma delícia. Mas o trem estacionou, estancou, não existe mais. Quanto o Grande ABC ganharia se voltasse com as antigas composições de passageiros, de Jundiaí a Santos, cortando todo o Grande ABC. Quem sabe um dia. EM VÍDEO – Esta história escrita ganha vida com o milagre da inteligência virtual. Acompanhem no Face Book da Memória e nas plataformas do Diário. SEMANA QUE VEM NO MOMENTO MEMÓRIA Nossos bairros chegam a 100 anos Crédito das fotos 1, 2 e 3 – Acervo: José Fortes Fantinha (em memória) ERA ASSIM. A velha estação, suas colunas e plataforma, a cabina do pátio e o início da descida: os novos empreendedores não aprenderam com os antigos NAS ONDAS DO RÁDIO Cangaço. A história de Lampião. Em três capítulos. Olê, mulé rendera. Olê, mulé renda! Texto: Milton Parron Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, foi o líder mais famoso do cangaço, um movimento de banditismo que apavorou o Nordeste brasileiro entre os séculos XIX e XX. O cangaço foi uma resposta às precárias condições sociais e econômicas da região, entre as quais a seca e a concentração de terras em mãos de uns poucos, e seus integrantes, os cangaceiros, eram conhecidos por suas ações violentas e desafiadoras às leis e às autoridades. O cangaço, com farto material de arquivo, é o assunto de três programas Memória, o primeiro neste domingo. Os ouvintes terão uma noção real do sofrimento daquela gente, permanentemente fugindo dos “volantes” embrenhando-se pelas matas. As mulheres casadas, ou amancebadas, com cangaceiros o sofrimento era em dobro porque eram maltratadas também pelos seus homens, conforme depoimento de Adília, casada com o cangaceiro Canário. Dois depoimentos gravados há cerca de 70 anos com dona Josefa Elias Correia e com dona Maria do Carmo, moradoras de Paranatama, distrito de Garanhuns, relatam o dia que Lampião e seu bando invadiram o vilarejo e sobrou tiros até para Maria Bonita, sua mulher, que foi ferida. As músicas entoadas por eles nas poucas paradas em fazendas onde tinham a proteção de “coiteiros”, forma de pagamento para não serem importunados, também serão exibidas no programa, muitas delas na voz dos próprios cangaceiros que sobreviveram a emboscada da polícia na Grota de Angico, sertão de Sergipe, onde Lampião, Maria Bonita e mais nove integrantes do bando foram mortos no dia 28 de julho de 1938. NOTA DA MEMÓRIA – Neste sábado estaremos, ao lado de Milton Parron, no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo para receber a Medalha Dom Pedro II. Baita responsabilidade que o presidente João Tomás do Amaral e colegas da diretoria do IHGSP coloca nos nossos ombros. Essa medalha é também de você, prezado leitor. Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast. DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Sábado, 12 de julho de 1975 – Edição 2796 MEIO AMBIENTE – Cetesb recebia da Prefeitura de Santo André um local para servir como posto de controle a poluição, à Rua Juquiá. A estatal se preparava para criar 27 estações para registros automáticos dos índices de poluição do ar, distribuídos em toda a Grande São Paulo. SANTO ANDRÉ – Anunciada a construção de uma passarela para pedestres na Avenida Ramiro Colleoni, numa extensão de 125 metros ao lado da Escola Técnica Júlio de Mesquita. EM 12 DE JULHO DE... 1905 – Professor Antonio Mendes da Silva, da escola de São Caetano, entrava em licença de 60 dias. 1925 - Um domingo. No Alto da Serra, Paranapiacaba, Serrano local 2, Corinthians Paulista 1. NOTA DA MEMÓRIA - Uma taça confirma a maior façanha da história futebolística do Serrano, agora com estádio novo Cem anos depois, por que não convidar os veteranos do Timão para uma revanche? 1955 – Antes da era das telenovelas, os canais apresentavam programas por artistas do teatro. Dois exemplos: “O Divórcio”, de Clemente Dane, pela companhia de Bibi Ferreira; e “A Artesiana”, com o elenco de Cacilda Becker. HOJE Dia do Engenheiro Florestal MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado da Bahia hoje é o aniversário de Aracatu, Lajedinho, Malhado de Pedras e Pedrão. Também aniversariam em 12 de julho: Casinhas e Manan (PE) e Diamante do Sul (PR). Santa Zélia e São Luís Martin 12 de julho Franceses. Viveram no século 19. Pais de santa Teresa de Lisieux. Eles foram o primeiro casal a ser canonizado em uma mesma cerimônia na história da Igreja. Fonte: Huanna Cruz; Canção Nova


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