Aliados A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que tarifas não devem ser usadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países
FOTO: Ricardo Stuckert / PR

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que tarifas não devem ser usadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países, ao ser questionada sobre a imposição de tarifas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil. "A igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos são princípios importantes da Carta da ONU (Organização das Nações Unidas) e normas básicas das relações internacionais", acrescentou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 11.
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Nesta sexta-feira (11), Trump sinalizou que pode conversar com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. "Em algum momento posso falar com Lula, mas não agora", afirmou, ao ser questionado sobre o tema por repórteres em frente à Casa Branca.
Trump também comentou a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que "Bolsonaro era muito duro em negociações" e que "é muito injusta a maneira com que o Brasil o trata". O republicano se referiu ao julgamento do ex-presidente em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), sobre uma tentativa de golpe de Estado. A Corte brasileira foi alvo de críticas de Trump na carta em que anunciou a tarifa de 50% sobre o Brasil.
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