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Estudante encontrado morto na Holanda é enterrado em Mauá

Rafael Luiz dos Santos Abreu foi sepultado no cemitério Santa Lídia na tarde de segunda-feira (8); laudo aponta causa da morte por afogamento acidental

08/07/2025 | 13:43
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FOTO: Reprodução/Redes Sociais
FOTO: Reprodução/Redes Sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O estudante Rafael Luiz dos Santos Abreu, 31 anos, que morreu no fim de junho em Amsterdã, na Holanda, foi enterrado na segunda-feira (7) no cemitério Santa Lídia, em Mauá. O corpo do rapaz chegou na manhã de domingo (6) à região e o processo de translado do país europeu até o Brasil levou cerca de 13 dias úteis. 

Segundo informações da amiga de Rafael, a analista de TI Bruna Ribeiro, 30, o laudo pericial da polícia de Amsterdã concluiu que a causa da morte do mauaense foi afogamento acidental em um canal da cidade. O corpo do estudante foi reconhecido no dia 23 de junho pela família, que está abalada com o caso e prefere não se pronunciar no momento, e não foram encontrados indícios de lesão corporal. 

Inicialmente, os amigos do rapaz trabalhavam com a hipótese de consumo de drogas, porém o exame toxicológico não registrou abuso de álcool ou outras substâncias, conforme disse Bruna, que está à frente de um grupo de amigas, e apoia a mãe de Rafael, Odete Luiza dos Santos, com os trâmites burocráticos, após a tragédia.

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Mais de 100 pessoas, entre amigos e familiares, participaram do sepultamento do corpo do Rafael, que ocorreu no início da manhã de ontem no cemitério Vale dos Pinheirais. O caixão do estudante precisou ser fechado devido ao avançado estágio de composição do corpo. 

“Infelizmente, não fizeram lá em Amsterdã o preparo adequado do corpo para que fosse mantido por tempo suficiente para ter um velório com o caixão aberto. Apesar de não conseguir a despedida que queríamos, agora vamos tentar recomeçar, sem o nosso melhor amigo, apenas com lembranças, mas não temos outra escolha”, lamentou Bruna. 

Rafael estudava Inteligência Artificial em Nova Iorque e trabalhava com criptomoedas. Ele saiu do Brasil em 2019 para morar em Londres, na Inglaterra, onde permaneceu por quatro anos. Depois disso, segundo Bruna, ele virou nômade e passou a viajar pelo mundo. 

O estudante chegou à cidade no dia 13 de junho a passeio e o consulado brasileiro comunicou o óbito aos familiares no dia 20 do mês passado. 

Vaquinha

Bruna e outros amigos realizaram uma campanha para repatriar o corpo de Rafael de volta ao Brasil, já que o consulado brasileiro não arcava, até a data do ocorrido, com as despesas de translado e sepultamento de corpos de brasileiros falecidos no exterior. 

Após o falecimento da brasileira Juliana Marins, que morreu em um acidente em um vulcão na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o Decreto 12.535/25 que permite, em caráter excepcional, que brasileiros que falecerem no exterior poderão ter o traslado do corpo pago pelo Estado. 

Segundo o novo texto, o Ministério das Relações Exteriores poderá custear o traslado quando a família comprovar incapacidade financeira, houver disponibilidade orçamentária e financeira, entre outros critérios.  

No caso de Rafael, Bruna disse que o translado custou no total R$ 65.000, contabilizando as despesas com documentação, empresa funerária, transporte, entre outros gastos. Com a vaquinha foram arrecadados R$ 47.442,72, valor total já contabilizando o desconto das taxas do site, que foi de R$ 3.627,68. Os amigos e familiares precisaram acrescentar R$ 18.000. 

“Sofremos muito ódio em meio a esse momento difícil (por conta da campanha de arrecadação). Fizemos uma vaquinha para levantar o dinheiro, porque sabíamos que a família não tinha como conseguir esse dinheiro em tempo hábil, porém houve muitas dúvidas e até questionamentos de que seria um golpe. Apesar disso, conseguimos o valor necessário e somos muito gratos por todo o apoio”, finalizou Bruna.




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