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Mãe e padrasto são presos suspeitos de matar criança de 2 anos no Rio de Janeiro

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, eles levaram a criança já morta ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha

08/07/2025 | 13:18
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FOTO: Reprodução/Google StreetView Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma criança de 2 anos morreu na cidade do Rio de Janeiro, possivelmente vítima de maus tratos. Os principais suspeitos são a mãe e o padrasto, Gessika de Souza Anacleto e Nícolas Souto Mesquita, que foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva neste domingo, 6. O Estadão não conseguiu localizar a defesa do casal.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, eles levaram a criança já morta ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, zona norte da capital fluminense, na última sexta-feira, 4. Eles disseram à unidade de saúde que ela havia se engasgado durante uma refeição.

Após avaliação, a equipe médica constatou que a criança apresentava diversas lesões pelo corpo, além de sinais de desidratação e desnutrição, levantando suspeita de maus tratos e de que o casal estaria mentindo sobre a causa da morte.

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O exame de necrópsia foi solicitado e, conforme a Polícia Civil, os peritos do IML (Instituto Médico Legal) confirmaram que as lesões ocorreram em "diferentes períodos". O casal foi, então, preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado.

O caso foi registrado na 22ª DP (Penha) e "as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos fatos", diz a Polícia Civil. Além disso, o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) emitiu manifestação sobre o caso pedindo conversão da prisão em definitiva e foi atendido.

A conversão da prisão foi autorizada pela Justiça no domingo, 6, durante audiência de custódia do casal. Segundo o MPRJ, o juiz responsável levou em conta "a gravidade do delito e os indícios suficientes de autoria e prova da materialidade".

"Salienta-se que, segundo os depoimentos prestados em sede policial e o exame de necropsia, a menor Ana Júlia apresentava 72 equimoses pelo corpo, hemorragia interna e lesão de múltiplas vísceras, que seriam fruto de ação contundente. Ou seja, há fortes indícios de que a morte trágica da criança não tenha sido um acidente, mas decorrente de uma ação dolosa", diz a decisão, conforme o MPRJ.




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