Setecidades Titulo Memória

Rio Grande da Serra. Processo 2322/53. Processo 5861/63. Pareceres decisivos. Plebiscito vitorioso. Nasce a sétima cidade.

O jornalista e historiador Roberto Nascimento apresentou no sétimo encontro dos memorialistas do Grande ABC realizado em 27 de junho um rol de documentos que formam a certidão de nascimento de Rio Grande da Serra

08/07/2025 | 02:30
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Roberto Nascimento trouxe importantes documentos que contribuem e contribuirão para um significativo aprofundamento na construção da história de Rio Grande da Serra: dois processos localizados na Assembleia Legislativa de São Paulo. 

Abordou nomes históricos da cidade e da Alesp diretamente envolvidos nos referidos processos

Destacou o plebiscito relativo à emancipação.

DGABC

Discorreu sobre os mapas das eleições, desde 1965, obtidos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

João Tomás do Amaral - Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

Os dois processos conseguidos por Roberto Nascimento na Alesp narram a história oficial de Rio Grande da Serra. Focalizam nomes que, efetivamente, trabalharam para que a velha estação ferroviária ganhasse status primeiro de distrito (1953) e depois de município (1963), completando as Setecidades destacadas diariamente pela Editoria Geral do Diário.

Passo a passo

Texto: Roberto Nascimento

No processo 2322, de 1953, aparece como interessados a povoação de Rio Grande e o deputado Pinheiro Junior (PTN).

Em 29 de abril de 1953, o deputado encaminhava à Alesp representação dos moradores solicitando a elevação de Rio Grande à categoria de distrito de paz.

O processo registra para a história a formação de uma comissão integrada por 32 moradores da povoação de Rio Grande, comissão representada por Miguel Carnavale.

A Prefeitura de Santo André atestava os dados básicos para que Rio Grande fosse promovido a distrito: possuía mais de 50 habitações e uma população superior a mil habitantes.

Com isso, pela Lei 2.456, de 30 de dezembro de 1953, que dispõe sobre o quadro territorial, administrativo e judiciário do Estado para o quinquênio 1954-1958, aparecia o distrito de Icatuaçu, novo nome oficial do povoado Rio Grande (futuro Rio Grande da Serra).

A JORNADA PROSSEGUE

Dez anos depois, em 1963 (cf. processo 5861/63), a Comissão de Divisão Administrativa e Judiciária da Alesp determina a realização de plebiscito de consulta à população do território do distrito de Icatuaçu, em Ribeirão Pires, “que se pretende seja elevado a município”.

Todos os trâmites necessários foram desenvolvidos por uma comissão integrada por Felício Sabbad, Adelino Figueiredo, Arsênio Figueiredo e Carlos José da Graça Veiga Carlson, moradores do distrito e avalizada por 156 assinaturas de outros moradores.

Hoje pode-se afirmar que aqueles 160 cidadãos devem ser lembrados como autonomistas de Rio Grande da Serra.

Mais um nome pode e deve ser destacado, o de Antonio Simões, presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Pires, que se dirige à Alesp em 12 de agosto de 1963 e solicita aos deputados “a meta da mesma emancipação de Icatuaçu”.

O POVO DIZ SIM

A Comarca de Santo André comunica os resultados do plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963: pela emancipação, sim, 440 votos; não, 166; dez votos em branco e 17 nulos; 633 comparecimentos.

Cria-se o Município de Rio Grande da Serra, oficializado pela Lei 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, que dispõe sobre o quadro territorial, administrativo e judiciário do Estado de São Paulo.

Na documentação consultada aparece, como novo município, Rio Grande “da Paulicéia”, logo alterado e oficializado como Rio Grande “da Serra”.

OBSERVAÇÕES 

Ao final da apresentação, me comprometi em escrever textos esmiuçando os dois processos para a coluna “Memória”, numa Semana Rio Grande 2026.

Estou conseguindo junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), os mapas de votação e atas eleitorais de todas as eleições realizadas em Rio Grande da Serra, desde a primeira municipal, em 1965, até as mais recentes.

Comecei a escrever, não a história, pois seria muita presunção, e sim uma síntese histórica da cidade, com os subsídios das páginas fotografadas do Diário, dos dois processos de emancipação fornecidos pela Alesp e os dos resultados eleitorais do TRE-SP.

NOTA DA MEMÓRIA – Somos testemunhas do esforço do jornalista Roberto Nascimento em oferecer à sua cidade essas e muitas outras informações. 

Há pelo menos dez anos Roberto pesquisa a história de Rio Grande, também valendo-se do rico Banco de Dados do Diário.

Apesar da modéstia do autor, não temos dúvida de que Roberto oferecerá a Rio Grande da Serra uma história completa, consubstanciada nas pesquisas iniciais e originais da Dra. Gisela Leonor Saar e agora sacramentadas pelos dados obtidos com primazia na Alesp.

Crédito da foto 1 – Projeto Memória

Crédito da foto 2 - Priscila Zambotto

DISCÍPULOS. Roberto Nascimento e o professor Toninho Orlando recebidos pela Dra. Gisela Leonor Saar em 25 de abril de 2014; e Roberto no encontro dos memorialistas realizado em Rio Grande da Serra em 27 de junho de 2025: em estudo a história de Rio Grande da Serra no seio do Grande ABC

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Terça-feira, 8 de julho de 1975 – Edição 2792

TECNOLOGIA – Prodasb inaugurava um novo computador da quarta geração. A empresa de economia mista de São Bernardo consolidava-se como uma das mais bem aparelhadas em processamento de informações.

RIBEIRÃO PIRES – O escultor Gildo Zampol concluía o protótipo da estátua de São José, a ser instalada no pico do morro em Vila Prisco.

SÃO CAETANO – Gisela vence o Tamoio por 1 a 0 e torna-se campeão do primeiro turno do Campeonato Amador de São Caetano. O gol foi de Gilmar e o clássico realizado no Estádio Lauro Gomes (atual Anacleto Campanella). 

MAIS FUTEBOL – Pela Divisão Especial, no Pacaembu: Palmeiras 2, Saad, de São Caetano, 1; pela “Primeirona”, em Americana, Vasco 1, Santo André 0.

EM 8 DE JULHO DE...

1905 – Carlos Botelho, secretário de Agricultura do Estado, vistoriava a Hospedaria dos Imigrantes, que passava por grandes reformas: instalação de uma lavanderia a vapor, calçamento do pátio com paralelepípedos e substituição do sistema de iluminação pela eletricidade.

1940 – Governo do Estado inaugurava o pavilhão das mulheres na casa de detenção. Substituía as duas alas (xadrezes) destinadas às detentas. Ao ato compareceu Leonor Mendes de Barros, primeira-dama estadual.

1955 – São Paulo distribuía a primeira “Sopa do Pobre”, assim mesmo denominada pelo governo do Estado, tendo à frente a primeira-dama, Elóa Quadros.

2024 – Há um ano, a TV do Diário do Grande ABC punha no ar o seu primeiro longa-metragem: uma hora e 29 minutos referente ao primeiro encontro dos memorialistas para discutir a formação das Setecidades, encontro realizado no Salão Nobre do Diário em 19 de abril (de 2024).

HOJE

Dia Nacional da Ciência

Dia do Pesquisador

Dia do Panificador.

Dia da Independência da República Argentina.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Em Minas Gerais, hoje é o aniversário de Ouro Preto e Paiva.

No Maranhão: Carolina e Viana.

Aniversariam também em 8 de julho: Bragança (PA), Castanheira (MT), Cipó (BA), Dois Riachos (AL), Floriano (PI), Mimoso do Sul (ES) e Treviso (SC).

Nossa Senhora da Paz

8 de julho

Dia celebrado em diferentes datas, dependendo da localidade e devoção. Juiz de Fora, em Minas Gerais, celebra a santa nesta data.

Ilustração – Arquidiocese de Juiz de Fora




Comentários

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