Relações A Índia foi, em 2024, o destino de 4% das exportações de petróleo da Petrobras, de acordo com a companhia
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil

A gerente executiva de Descarbonização e Mudança Climática da Petrobras, Viviana Coelho, reiterou nesta segunda-feira (7) que a Petrobras vê potencial de cooperação com o mercado indiano nas frentes de exploração e produção, e também de combustíveis renováveis.
"São mercados que precisam de adição de energia, porque há um baixo consumo per capita. A Petrobras sendo responsável por um terço da produção de energia do Brasil pode entregar grande potencial para projetos em toda a cadeia de combustíveis, tanto de renováveis e fósseis", disse ela durante o Fórum Econômico Brasil-Índia, evento que reúne o setor privado e público dos dois países no Rio de Janeiro para discutir oportunidades de cooperação e negócios bilaterais.
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A Índia foi, em 2024, o destino de 4% das exportações de petróleo da Petrobras, de acordo com a companhia. No início desse ano, a estatal assinou memorandos com empresas indianas para ampliar oportunidades mútuas nas áreas de exploração e produção, comercialização de petróleo e gás, descarbonização e soluções de baixo carbono, desenvolvimento de biocombustíveis e de novas energias.
Na avaliação de Coelho, uma das questões estruturantes que afetam ambos os países é como valorar os produtos mais sustentáveis.
"Quando falamos de transição energética para baixo carbono trata-se de um reordenamento das cadeias produtivas, levando em consideração o quanto de emissão é envolvida em cada produto. Hoje, mesmo a gasolina produzida com baixa emissão de carbono ainda não afeta o comércio internacional e isso precisa ser considerado no trade (negociação)", pontuou.
O encontro é realizado por ocasião da visita de Estado do Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi, ao país para o Brics e é promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Câmara de Comércio Índia-Brasil (CCIB) e a FICCI (Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia).
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