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Dólar sobe com acordos dos EUA, Trump e IOF no radar

Os representantes dos governos da China, da Rússia e da África do Sul responderam à ameaça de Trump, após o bloco condenar a imposição unilateral de medidas de restrição comercial

07/07/2025 | 09:41
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O dólar sobe ante o real na manhã desta segunda-feira, 7, acompanhando a valorização da divisa americana e dos rendimentos longos dos Treasuries em meio a expectativas por anúncios de acordos comerciais pelo presidente dos EUA, Donald Trump (13h) e à ameaça de tarifa extra de importação de 10% aos países do Brics em meio à cúpula dos seus líderes, que termina hoje no Rio de Janeiro.

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Os representantes dos governos da China, da Rússia e da África do Sul responderam à ameaça de Trump, após o bloco condenar a imposição unilateral de medidas de restrição comercial.

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A China reiterou oposição a guerras comerciais e ao uso de tarifas como coerção. O Kremlin afirmou que o Brics atua em defesa de seus próprios interesses, sem hostilidade a terceiros. Já a África do Sul negou postura antiamericana e disse manter negociações construtivas com os EUA.

Os investidores monitoram os desdobramentos, uma vez que essa sinalização eleva o risco para moedas e mercados emergentes e pode pressionar cadeias globais.

Os investidores também aguardam a retomada de negociações do governo Lula com o Congresso, após o ministro da STF Alexandre de Moraes suspender o ato do governo que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o decreto legislativo que derrubava o aumento. Moraes marcou uma audiência de conciliação para 15 de julho.

A mediana do boletim Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses continua em 4,68%. A mediana para o IPCA de 2025 caiu pela sexta semana seguida, de 5,20% para 5,18%, mas ainda 0,68 p.p. acima do teto da meta de 4,50%. Para 2026, a projeção segue estável em 4,50% pela oitava semana.

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O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna acelerou o ritmo de deflação, de 0,85% em maio para 1,80% em junho, informou a FGV. A queda foi mais intensa do que a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de 1,60% (intervalo variava de -2,35% a -1,08%).

A caderneta de poupança teve captação líquida de R$ 2,124 bilhões em junho, segundo o Banco Central.

As reservas internacionais da China cresceram pelo sexto mês consecutivo em junho, com alta de US$ 32,17 bilhões, totalizando US$ 3,317 trilhões, impulsionadas pelo enfraquecimento do dólar. O resultado, porém, veio abaixo da expectativa do mercado, que previa US$ 3,332 trilhões.




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