Economia Titulo Energia

Alta na conta de luz impacta 1,2 milhão de clientes na região

Novo índice tem efeito médio de 13,94% de incremento nas tarifas para os consumidores da Enel em julho; bandeira seguirá vermelha

02/07/2025 | 08:30
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FOTO: Marcelo Camargo/ABr
FOTO: Marcelo Camargo/ABr Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (1), o Reajuste Tarifário Anual da Enel (Enel Distribuição São Paulo), com aumento médio de 13,94% nas tarifas emitidas a partir de sexta-feira (4). No Grande ABC o aumento vai impactar 1,2 milhão de clientes, número que chega a 8,5 milhões se considerado o total da Capital e da Região Metropolitana de São Paulo, com faturamento anual superior a R$ 20 bilhões.

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Para os consumidores conectados à alta tensão, como grandes indústrias, shoppings, o reajuste será de 15,77%. Já para os da baixa tensão, que inclui residências e pequenos comércios, a alta média será de 13,47%.

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Na composição do efeito médio de 13,94%, os encargos setoriais foram responsáveis por 6,44 pontos porcentuais do reajuste, com destaque para os repasses obrigatórios para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).

Houve também impacto de 1,39% relacionado à aquisição de energia, principalmente pelas cotas das usinas da Eletrobras (1,09%) e aumento no custo da energia de Itaipu (0,63%), influenciado pela alta do dólar.

Os custos com transmissão, por outro lado, tiveram variação negativa de 0,52%. A quitação da Conta-Covid e da Conta Escassez Hídrica gerou alívio tarifário de 1,49% e 1,11%, respectivamente. Os efeitos dos custos da distribuidora representaram apenas 1,02%. 

“É fundamental esclarecer que a Enel SP não define as tarifas cobradas. Elas são reguladas pela Aneel, com base em critérios técnicos e legais. A maior parte da conta de luz é composta por custos que vão além da distribuição e incluem valores repassados aos setores de geração e transmissão, além dos tributos e encargos repassados aos governos federal e estadual. Do total arrecadado pela Enel SP, apenas 22,1% correspondem à parcela da própria distribuidora”, explica Hugo Lamin, Diretor de Regulação da Enel Brasil.

Além disso, a Aneel determinou que a bandeira tarifária de julho continuará sendo vermelha patamar 1, pois permanece o cenário de chuvas abaixo da média em todo o País, fazendo com que se reduza a geração de energia por hidrelétrica (mais barata). Isso representa acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.




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