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Pavimentação de concreto avança em rodovias brasileiras e reforça debate sobre durabilidade e segurança

Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) apoia uso da tecnologia em trechos estratégicos, com critérios técnicos e foco no interesse público

25/06/2025 | 10:06
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Digna Imagem/Clóvis Ferreira/Divulgação
Digna Imagem/Clóvis Ferreira/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O avanço do pavimento de concreto nas estradas brasileiras vem ganhando espaço diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, aumento de custos do asfalto e da necessidade de maior durabilidade e segurança nas vias. Com previsão de que o uso do concreto dobre na próxima década, o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) avalia que o debate é positivo, desde que a adoção da nova tecnologia seja pautada por critérios técnicos, econômicos e ambientais.

“O que o cegonheiro quer é segurança, previsibilidade e boas condições de rodagem. Se o pavimento de concreto entrega isso com mais eficiência ao longo do tempo, então precisamos levar esse caminho a sério. Mas é fundamental que cada trecho seja avaliado com responsabilidade técnica. Não dá para generalizar: o melhor pavimento será sempre aquele que atende à realidade local e à segurança do motorista”, afirma o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho.

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De acordo com estudos recentes, o concreto pode oferecer economia de até 40% ao longo da vida útil das vias, resistindo por até 30 anos com pouca manutenção, frente aos 10 anos médios do asfalto tradicional. Estados como Paraná, Santa Catarina, Bahia e Maranhão já vêm apostando em projetos com pavimento rígido, e o próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estima que a participação do concreto nas rodovias federais possa saltar de 2% para 10% até 2035.

“O concreto pode sim ser um divisor de águas em trechos estratégicos, especialmente quando se busca mais durabilidade e segurança. Mas cada projeto deve ser conduzido com planejamento, critério técnico e visão de longo prazo. O Sinaceg defende que as soluções adotadas priorizem o interesse público e a segurança de todos os usuários da via”, destaca o diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino.

O sindicato ressalta que a discussão entre concreto e asfalto deve ser conduzida com base em evidências e visão sistêmica, considerando logística, sustentabilidade e segurança viária. Para a entidade, a escolha do material mais adequado deve levar em conta o ciclo completo de vida das obras, com foco na eficiência do transporte, na boa aplicação dos recursos públicos e na redução dos impactos ambientais. “O importante é que o caminhoneiro tenha condições adequadas de trabalho e trafegue por rodovias mais modernas e bem conservadas. É por isso que defendemos investimentos estruturais, com planejamento sério e compromisso com o futuro”, conclui Boizinho.



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