Artigo O clima festivo aqueceu os nossos corações para enfrentar o inverno rigoroso que se aproxima, entoando uma gostosa canção: prepara a panela aí, comida boa no arraiá!
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No Brasil, a Festa Junina é tradição cultural popular, e em especial no Nordeste, nas cidades de Caruaru (Pernambuco) e Campina Grande (Paraíba). Ela foi tecidada por impacto dos povos portugueses no século XVI, no período colonial. E a comemoração é uma mescla dos costumes indígenas e africanos, dimanando num mosaico cultural colorido com sabores e expressões artísticas, composto por músicas, danças, iguarias típicas, brincadeiras sadias e memoráveis: a quadrilha, a dança da laranja, a pescaria, o cabo de guerra, a cadeia, as corrida do saco e do ovo na colher, a boca do palhaço, o tomba latas, o correio elegante, o bingo e pular a fogueira, lazer e entretenimento em família. Que maravilha!
Na minha carreira de servidora pública, lá pelos idos dos anos 2005, apresentei uma proposta mui interessante: concurso de gastronomia caipira. Duas categorias, prato salgado e prato doce, típicos do mês de junho. O público-alvo composto pelos colegas de trabalho do quinto andar. Os nomes dos participantes era mantido em sigilo absoluto. A ideia deu tão certo, tão certo e... acabou envolvendo todo o pessoal dos sete andares do antigo prédio da Secretaria da Saúde, na Rua Primeiro de Maio, no Centro da cidade.
Um grupo de servidores veio pedir para participar também e consequentemente foram chegando mais e mais pessoas para a festa junina. Levantamos uma comissão julgadora e os dois finalistas do concurso foram premiados com volumosas cestas de café da tarde, recheadas de guloseimas ofertadas por uma cooperativa famosa. O projeto foi reapresentado outras vezes e por último, na Santa Casa de Santo André, numa sexta-feira fria de junho. Desta vez, fui buscar uma chef de cozinha e professora universitária renomada para atuar como jurada. O hospital ficou em polvorosa. Os trabalhadores marcaram presença, se divertindo e deliciando aquela boa comida naquela oportunidade festiva. Até hoje, o pessoal comenta, naquele CHM (Centro Hospitalar Municipal), houve um belo e original arraiá.
Neste mês, nosso instituto participou do Arraial Solidário de Santo André. É importante destacar que temos muito a agradecer à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. E em especial, à nossa orientadora, Alexandra Segantini. Deve-se notar que ela se empenhou em todos os pontos para assegurar a continuidade do trabalho e torná-lo um sucesso. Garantiu o suporte à cinquenta e seis entidades assistenciais com assertividade. Todas as questões enviadas para ela, foram respondidas com amabilidade, numa prestação de serviços implícitos, qual seja, o algo a mais. O clima festivo aqueceu os nossos corações para enfrentar o inverno rigoroso que se aproxima, entoando uma gostosa canção: prepara a panela aí, comida boa no arraiá! Quem é que está preparado para a comilança começar?
Wilma Maria Moraes é especialista em projetos e presidente fundadora do Ipes (Instituto de Projetos Educacionais e Sociais) de Santo André.
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