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Professores preparam mobilização para dia 27 contra ataques à educação

Profissionais protestarão contra a tentativa da SEDUC de impor a atribuição de aulas em dezembro, desrespeitando o período de recesso e as férias da categoria

24/06/2025 | 19:06
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FOTO ILUSTRATIVA: Rovena Rosa/Abr Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Na próxima sexta-feira  (27), os professores da rede estadual de ensino realizarão uma jornada de mobilização com duas atividades centrais. A primeira acontece às 11h, com um ato da categoria em frente à Secretaria da Educação, na Praça da República, no centro de São Paulo. Já a segunda será às 15h, quando os docentes se juntam ao Ato Unificado do Funcionalismo, na Avenida Paulista, em frente ao MASP, em defesa dos serviços públicos e contra as privatizações.

Convocada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a mobilização é uma resposta à falta de avanços nas negociações com o governo estadual.

Durante o ato da manhã, os professores protestarão contra a tentativa da Pasta de Educçõ de impor a atribuição de aulas em dezembro, o que desrespeita o período de recesso e férias da categoria. Também reivindicam o envio imediato à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo)  do Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê reajuste salarial de 1,27% — valor que, somado aos 5% já sancionados, totaliza um aumento de 6,27%.

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Atualmente, o salário base dos professores no estado é de R$ 4.580. Para alcançar o Piso Salarial Profissional Nacional, o valor precisa ser reajustado para R$ 4.867 com os 6,27% prometidos. No entanto, até o momento, o governo ainda não encaminhou o projeto à Alesp.

“O governo Tarcísio insiste em ignorar o magistério e desrespeita os professores ao tentar impor medidas sem diálogo e sem garantir os direitos da categoria”, alerta a deputada estadual Professora Bebel (PT-SP), que também é segunda presidente do Sindicato dos Professores .

Bebel critica especialmente a proposta de atribuição de aulas em dezembro: “Essa medida desorganiza a vida dos professores e nega o direito às férias. Exigimos critérios justos, baseados no tempo de serviço e na formação acadêmica, com a atribuição feita a partir de uma lista única de classificação, sem segmentações por vínculo funcional”.

A Apeoesp defende que o processo de atribuição de aulas ocorra presencialmente no final de janeiro, de forma transparente, justa e organizada. Modelos digitais improvisados, segundo o sindicato, têm gerado exclusões e insegurança.

Além dessas pautas, outras reivindicações permanecem na agenda da categoria: valorização da carreira docente, climatização das salas de aula, fornecimento de alimentação para professores nas escolas e a convocação imediata de 44 mil aprovados em concurso público, conforme já determinado judicialmente.

A deputada também critica a demora na instalação da Mesa de Valorização Docente, uma conquista da mobilização anterior, que ainda não saiu do papel.

Outro ponto de insatisfação é a Resolução SEDUC 83/2025, que institui uma avaliação de desempenho considerada punitiva e subjetiva, com critérios frágeis e passível de retaliações por parte de estudantes, gestores e colegas. “Essa avaliação não valoriza o trabalho docente. Pelo contrário, desestabiliza e pune, funcionando como um instrumento de assédio institucional. O que o governo busca não é a melhoria da educação, mas o controle e a precarização”, denuncia Bebel.

À tarde, os professores se somam às demais categorias no Ato Unificado do Funcionalismo, que reforça pautas centrais como a defesa dos serviços públicos e a luta contra as privatizações.

“Nossa luta é por dignidade, por condições de trabalho e pelo respeito à educação pública e aos serviços essenciais. O dia 27 será marcado pela unidade e pela resistência”, conclui a deputada. 

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