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De olho em 2026, Cidadania e PSB avançam por federação

Aliança deu mais um passo após reunião entre os presidentes nacionais dos dois partidos, Comte Bittencourt e João Campos, prefeito de Recife

Bruno Coelho
21/06/2025 | 05:00
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Depois de uma aliança frustrante e em contagem regressiva para encerrar o vínculo com o PSDB, o Cidadania está em tratativas avançadas por uma nova federação junto ao PSB, que integra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o presidente nacional da sigla, Comte Bittencourt, a junção deu mais um passo após reunião com o homólogo pessebista e prefeito do Recife, João Campos, nesta última quarta-feira (18). 

 Em meio aos avanços por uma federação envolvendo o PSB, Comte Bittencourt assegura que não houve tratativas sobre o tema junto ao Podemos, apesar de o deputado federal Alex Manente (Cidadania) admitir que foi consultado anteriormente pela também parlamentar e presidente nacional dos podemistas, Renata Abreu. Tal conversa, ainda em estágio embrionário, seria o início de uma saída para uma incorporação entre a sigla e o PSDB, com quem o Cidadania tem uma federação vigente, que somente poderia ser encerrada entre março e maio de 2026.

“Tive uma reunião com o presidente João Campos na quarta-feira. Uma conversa longa e boa. A gente já vem conversando com o PSB desde o tempo de Carlos Siqueira na presidência do partido e estamos avançando agora nesse desejo de um projeto conjunto. Quanto a uma reunião para tratar de outra federação, não existiu”, afirma Comte Bittencourt, em relação às especulações de que teria se encontrado recentemente com Renata Abreu. 

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Caso se consolide o casamento com o PSB, restaria definir quando a aliança do Cidadania com o PSDB seria encerrada. Na prática, ambas as siglas já se encontram rompidas, mas o que ainda as mantêm unidas formalmente é o artigo 6º da resolução 23.670/2021 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o qual determina que o tempo de vida mínimo a uma federação seja de quatro anos, não podendo haver o rompimento, mediante a sanções, inclusive, ao Fundo Partidário.

A dúvida que ainda paira nos dois partidos sobre o fim da federação é se o quadriênio seria completado a partir do mês no qual a aliança foi protocolada, no caso em março de 2026, ou homologada pelo TSE, em maio seguinte. Ambas as legendas fazem consulta à Justiça Eleitoral e ainda aguardam uma definição. Entretanto, o diretório nacional do Cidadania já aprovou, há três meses, a decisão de não renovar a junção com o PSDB, que também já procura novos ares por meio de articulações com outras agremiações.

GOVERNO LULA

Com um PSB em papel de destaque no Palácio do Planalto, o presidente nacional da legenda já garantiu que a ideia é seguir na base de Lula para 2026. Afinal, o partido é representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa também o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e pelo ministro do Empreendedorismo, Márcio França, presidente estadual dos pessebistas. 

Mesmo admitindo passos largos para um trabalho conjunto ao PSB, Comte Bittencourt evita cravar o embarque do Cidadania no arco de alianças de Lula para a eleição presidencial de 2026. “Não estamos discutindo isso. Apenas dialogamos sobre a formação desse projeto com os dois partidos. Nosso campo continua sendo a defesa da democracia. Por isso, não está em pauta essa questão da sucessão nacional. Isso é um debate que vai se dar aí ao longo desse processo”, pontuou o dirigente.

Além do Cidadania, o PSB também articula uma federação unindo mais um partido: o PDT, que apesar das posições muitas vezes distintas ao Planalto, não formalizou rompimento com Lula.

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