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Vereadores cobram explicações sobre perda de vacinas em UBS

Unidade localizada no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo, foi inaugurada por Orlando Morando sem energia e funcionando à base de gerador

Bruno Coelho
19/06/2025 | 04:30
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FOTO: Divulgação/PMSBC
FOTO: Divulgação/PMSBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Depois de funcionar por três meses à base de gerador a diesel, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Terezinha está no epicentro de um requerimento aprovado na Comissão Especial da Câmara de São Bernardo, sobre perda de estoque de vacinas por conta da falta de estabilidade elétrica. A denúncia foi feita pelos próprios funcionários do equipamento aos vereadores que investigam as obras entregues pela gestão do ex-prefeito Orlando Morando (sem partido). Resta saber o tamanho e o impacto do desperdício desses insumos. 

Em reunião na Comissão Especial, os parlamentares deliberaram um requerimento de informações ao governo do prefeito Marcelo Lima (Podemos), a fim de elucidar a quantidade de doses de vacina desperdiçadas a partir da falta de energia elétrica recorrente na UBS. Isso porque o equipamento dependeu diariamente de um gerador que deveria ser utilizado apenas em casos de emergência, em vez de se tornar uma solução diária. Desse modo, o local ficou impossibilitado de realizar campanhas vacinais à população. 

O grupo de vereadores também solicitou ao Paço uma cópia da denúncia de funcionários da USB ao MPT (Ministério Público do Trabalho) devido à insalubridade do espaço, em decorrência da fumaça emitida pelo dispositivo. De acordo com relatos, era comum colaboradores da unidade desmaiarem e adoecerem, resultando em pedidos de licença médica. Por essa razão, a comissão requereu à Secretaria de Saúde a relação de servidores afastados devido à poluição sonora e intoxicação por inalação de gases nocivos.

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Nem os vizinhos do posto de saúde foram poupados do caos e registraram reclamações por causa dos poluentes e do excessivo barulho do gerador, das 9h às 19h. Inaugurada em 30 de dezembro, no apagar das luzes da gestão Morando, a UBS Santa Terezinha somente passou a funcionar plenamente com a ligação de energia elétrica pela Enel, no fim de março. 

De acordo com o líder de governo e presidente da Comissão Especial, Julinho Fuzari (Cidadania), a visita dos vereadores à UBS, realizada no último dia 13, evidenciou um cenário ainda mais grave do que era previsto anteriormente. “Precisamos saber a quantidade de vacinas que foram descartadas nesse período, devido ao gerador e o quanto isso impactou no programa vacinal. Porque se perdeu vacinas, isso influenciou nas campanhas de imunização e queremos saber se a Prefeitura recebeu a notificação do Ministério Público”, pontuou.

Uma vez enviado o documento pelo Legislativo, o governo terá 30 dias para retornar as informações requeridas. Enquanto isso, os vereadores não descartam, ao fim dessa comissão, solicitar a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), para convocar as pessoas envolvidas nessa e outras obras sob suspeita de irregularidades entregues pela administração anterior, inclusive o próprio Morando, hoje secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A exemplo da semana passada, o Diário procurou a assessoria do ex-prefeito para esclarecimentos, porém, sem retorno de posicionamento sobre a UBS Santa Terezinha. 

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