Incêndios Período de seca preocupa por baixa umidade do ar e aumento de queimadas
FOTO: Divulgação/Semasa

Com a chegada do período de estiagem – que se estende entre os meses de junho e setembro e é caracterizado por diminuição das chuvas, baixa umidade relativa do ar e aumento dos focos de incêndio –, prefeituras do Grande ABC têm colocado em prática uma série de medidas preventivas para enfrentar os efeitos climáticos e proteger a população.
O cenário típico também favorece o agravamento de doenças respiratórias e impõe desafios extras ao poder público, como o controle de queimadas em áreas verdes e urbanas e o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em Santo André, a Operação Estiagem foi colocada em prática pelo Departamento de Proteção e Defesa Civil, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. A iniciativa engloba treinamentos com servidores e moradores de áreas de risco, além de campanhas educativas contra a soltura de balões e o descarte irregular de resíduos. A cidade também adquiriu equipamentos específicos, como abafadores, luvas e 50 macacões, para intensificar o combate aos focos de incêndio. Santo André é a única cidade da região a possuir um plano específico para o período que integra o programa da ONU (Organização das Nações Unidas) Construindo Cidades Resilientes.
Já Diadema atua com foco na integração entre a Defesa Civil, Fundo Social de Solidariedade e diversas secretarias municipais. As principais ações incluem o monitoramento de áreas de risco, capacitação de agentes e campanhas educativas, com atenção especial à saúde respiratória e ao uso consciente da água.
Em São Bernardo, a mobilização envolve tanto o setor da saúde quanto a Defesa Civil. Agentes comunitários de saúde e equipes das UBSs reforçam as orientações sobre prevenção, boa alimentação e cuidados durante dias de baixa umidade. A Defesa Civil participou, entre abril e maio, do treinamento estadual SP Sem Fogo 2025 e monitora áreas suscetíveis a incêndios.
Rio Grande da Serra aposta na prevenção por meio da distribuição de panfletos e faixas informativas em pontos estratégicos, além de vistorias diárias realizadas por agentes da Defesa Civil em áreas de risco, incluindo locais onde passam dutos da Petrobras e da Unipar. O plano de contingência local envolve diversas secretarias, o Corpo de Bombeiros e equipes de emergência.
Em São Caetano, a Defesa Civil mantém atuação permanente com monitoramento 24 horas e campanhas educativas, tanto presenciais, especialmente em escolas, quanto nas redes sociais. A cidade renova anualmente o plano de contingência e realiza ações integradas com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e empresas da região, por meio do PAM (Plano de Auxílio Mútuo), além de manter parceria com a Defesa Civil estadual para treinamentos específicos.
Ribeirão Pires e Mauá não forneceram as ações tomadas durante o período até o fechamento desta edição.
CUIDADOS
No período de estiagem,o Corpo de Bombeiros intensifica treinamentos com as defesas civis dos municípios da região e reforça o efetivo para combater incêndios em áreas de mata. Segundo o capitão Anthony John Harrison, subcomandante interino do 8º Grupamento, a vegetação seca, aliada à baixa umidade do ar, aumenta os riscos. “Qualquer fonte de ignição pode dar início a um incêndio”, afirma.
O capitão orienta que a população colabore evitando ações perigosas, como queimas controladas, fogueiras e descarte de bitucas em áreas secas. “Evite queimadas e principalmente o uso de balões, que além de proibidos, causam grandes incêndios”, alerta. Ele também reforça a importância de agir rápido: “Se avistar um foco de incêndio, ligue 193 imediatamente e passe o endereço correto. A rapidez no atendimento pode evitar danos maiores”.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.