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Mário de Abreu reafirma perseguição política, após a segunda condenação

Ex-secretário responde processo por compra e venda de cargo público

07/06/2025 | 22:48
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O advogado Mario Henrique de Abreu, ex-vereador e ex-secretário de Gestão Ambiental de São Bernardo recebeu a segunda condenação, desta vez de 20 anos de reclusão em regime fechado inicialmente, em caso que envolveu compra e venda de cargos públicos, além da nomeação de funcionários ‘fantasmas’. 

Ao Diário, Mário de Abreu afirmou que desde a primeira condenação ‘bate na tecla’ que é uma perseguição política. 

A sentença, que absolveu outras dez pessoas, inclusive a então vereadora Lia Duarte (à época no PSDB, hoje Cidadania) por emprego de comissionado ‘fantasma’ em seu gabinete, foi proferida em 30 de maio. O processo foi instaurado em 2017.

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Em dezembro de 2021, Mário de Abreu foi condenado a 15 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e de concussão – quando servidor público exige vantagem indevida por meio do cargo que ocupa. Essa primeira condenação, da qual o ex-vereador recorreu e agora está no STJ (Superior Tribunal de Justiça), é referente a recebimento de propina em troca da liberação de obras embargadas, da anulação de multas ambientais e da concessão de licenças ambientais sem amparo da lei. 

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Já no segundo processo, conforme decisão da juíza Lizandra Maria Lapenna Peçanha, da 4ª Vara Criminal de São Bernardo, o ex-secretário solicitou e recebeu repasses mensais de funcionários comissionados nomeados por ele. “Conforme vão se desenrolando os processos, se percebe isso. Sou condenado há 20 anos por suposta venda de cargo. Para ter ocorrido a venda de cargo, alguém deve ter comprado, o que configuraria a corrupção ativa e a passiva. Todos que supostamente compraram cargos foram absolvidos. Então, como quem comprou o cargo foi absolvido e quem vendeu foi condenado? Não tem como condenar uma pessoa se é uma via de mão dupla”, afirmou o ex-secretário, que já recorre da nova sentença em segunda instância. 

Segundo Mário de Abreu, a condenação do primeiro processo foi revertida na segunda distância e reduzida para três anos, e agora tramita no STJ com grande chance de nulidade. Com relação a segunda sentença, afirmou estar convicto que de vai reverter, assim como ocorreu com a primeira, por conta de falhas no processo. “Estou sereno. Acato a decisão com tranquilidade. Para ter um crime precisa ter quem vendeu (os cargos) e quem comprou”, pontuou. 

Lia Duarte, que é suplente após receber 2.900 votos na eleição de 2024, afirmou que tinha certeza que a justiça seria feita. “Como sempre disse, poderia demorar, mas a Justiça não iria falhar. Sigo trabalhando para representar a população, como nunca deixei de fazer”, destacou.




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