Mercado Mesmo com as quedas pontuais, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais no acumulado de 2025
FOTO: Agência Brasil

Apesar da queda nos preços da cesta básica em 15 das 17 capitais pesquisadas, o alívio no bolso do consumidor ainda é limitado. É o que aponta levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgado nesta sexta-feira (7).
As maiores reduções foram observadas em Recife (-2,56%), Belo Horizonte (-2,50%) e Fortaleza (-2,42%). Apenas Florianópolis (0,09%) e Belém (0,02%) registraram aumentos no mês de maio.
Mesmo com as quedas pontuais, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais no acumulado de 2025. Em Belém, por exemplo, a alta já chega a 9,09% no ano. Na comparação com maio do ano passado, 16 capitais tiveram aumento — com destaque para Vitória, onde os alimentos básicos ficaram 8,43% mais caros.
A capital paulista continua com o maior custo para o conjunto de alimentos essenciais: R$ 896,15. Em seguida vêm Florianópolis (R$ 858,93), Rio de Janeiro (R$ 847,99) e Porto Alegre (R$ 819,05). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 579,54) e Salvador (R$ 628,97).
Nas regiões Norte e Nordeste, a composição da cesta é diferente, geralmente com produtos locais e preços mais baixos.
Dois dos itens mais consumidos pelos brasileiros — carne e café — seguem em trajetória de alta. O preço da carne de primeira subiu em 14 capitais, com destaque para Curitiba (3,91%) e Florianópolis (2,68%). Já o café em pó aumentou em 16 das 17 capitais pesquisadas, chegando a 10,70% de variação em Aracaju e 8,49% em São Paulo.
No acumulado de 12 meses, o café teve aumentos expressivos: 75,5% em São Paulo e 127,89% em Vitória.
Por outro lado, alimentos como arroz e tomate apresentaram recuo generalizado nos preços. O arroz agulhinha ficou mais barato em todas as capitais, com a maior queda registrada em Vitória (-12,91%). Já o tomate teve redução em todas as cidades pesquisadas, sendo Belo Horizonte a líder no recuo (-20,85%).
Com base nos preços da cesta básica e em outros itens essenciais, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em maio deveria ser de R$ 7.528,56 — quase cinco vezes o valor atual de R$ 1.518.
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