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Cesta básica cai em 15 capitais, mas carne e café seguem em alta

Mesmo com as quedas pontuais, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais no acumulado de 2025

07/06/2025 | 09:55
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Apesar da queda nos preços da cesta básica em 15 das 17 capitais pesquisadas, o alívio no bolso do consumidor ainda é limitado. É o que aponta levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgado nesta sexta-feira (7).

As maiores reduções foram observadas em Recife (-2,56%), Belo Horizonte (-2,50%) e Fortaleza (-2,42%). Apenas Florianópolis (0,09%) e Belém (0,02%) registraram aumentos no mês de maio.

Mesmo com as quedas pontuais, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais no acumulado de 2025. Em Belém, por exemplo, a alta já chega a 9,09% no ano. Na comparação com maio do ano passado, 16 capitais tiveram aumento — com destaque para Vitória, onde os alimentos básicos ficaram 8,43% mais caros.

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São Paulo lidera o ranking da cesta mais cara

A capital paulista continua com o maior custo para o conjunto de alimentos essenciais: R$ 896,15. Em seguida vêm Florianópolis (R$ 858,93), Rio de Janeiro (R$ 847,99) e Porto Alegre (R$ 819,05). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 579,54) e Salvador (R$ 628,97).

Nas regiões Norte e Nordeste, a composição da cesta é diferente, geralmente com produtos locais e preços mais baixos.

Carnes e café pressionam orçamento

Dois dos itens mais consumidos pelos brasileiros — carne e café — seguem em trajetória de alta. O preço da carne de primeira subiu em 14 capitais, com destaque para Curitiba (3,91%) e Florianópolis (2,68%). Já o café em pó aumentou em 16 das 17 capitais pesquisadas, chegando a 10,70% de variação em Aracaju e 8,49% em São Paulo.

No acumulado de 12 meses, o café teve aumentos expressivos: 75,5% em São Paulo e 127,89% em Vitória.

Arroz e tomate ajudam a conter a inflação

Por outro lado, alimentos como arroz e tomate apresentaram recuo generalizado nos preços. O arroz agulhinha ficou mais barato em todas as capitais, com a maior queda registrada em Vitória (-12,91%). Já o tomate teve redução em todas as cidades pesquisadas, sendo Belo Horizonte a líder no recuo (-20,85%).

Salário mínimo ideal deveria ser quase cinco vezes maior

Com base nos preços da cesta básica e em outros itens essenciais, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em maio deveria ser de R$ 7.528,56 — quase cinco vezes o valor atual de R$ 1.518.




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