Em Diadema A administração municipal informa que esses locais abasteciam festas clandestinas e há um mês havia pedido documentação para regularização, via notificação
FOTO: Ana Freitas | Especial para o Diário

A Prefeitura de Diadema realizou nessa sexta-feira (6) a demolição de dez comércios irregulares na comunidade do Pombal. A administração municipal informa que esses locais abasteciam festas clandestinas e há um mês havia pedido documentação para regularização, via notificação. Alguns comerciantes negam ter recebido o aviso.
LEIA MAIS: Diadema tem demolições em ação contra pancadões no Pombal
Segundo Carlos Roberto da Silva Filho, dono da Adega Love, ele não foi notificado da demolição, mas admite que alguns comércios no local haviam recebido o aviso. De acordo com o advogado de alguns comerciantes, Bruno Martins, a Prefeitura entregou o aviso deixando o papel na frente dos estabelecimentos. “O embasamento legal é ‘em vigor’, ou seja, lei em vigor. Qual lei? Existem muitas leis em vigor, então simplesmente não tem embasamento, tem algumas inclusive sem assinatura do fiscal que veio entregar a notificação, e aí consequentemente sem a notificação do comerciante, porque obviamente fizeram de forma ilegal, porque alguns comerciantes relataram que inclusive eles fizeram essa notificação e saíram jogando dentro dos comércios sem nem sequer falar com o comerciante”, disse o advogado. “Eu sou cadeirante e agora vou passar necessidade, porque nem a Prefeitura e nem o governo me ajudam em nada”, relata Gabriel da Silva, dono do comércio Club do Pombal que era sua única fonte de renda. Em nota, a Prefeitura de Diadema diz que “há cerca de um mês esses estabelecimentos já haviam sido fechados por falta de documentação e alvará de funcionamento. As notificações foram emitidas para fiscalização de comércios na terça-feira informando o término do prazo dado para apresentação de documentos, que já haviam sido anteriormente solicitados. Foi dado o prazo de mais 3 dias para apresentação de documentação, o que não ocorreu”. O local onde os comércios estavam instalados é um estacionamento para os prédios da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) que os próprios proprietários teriam transformado em área para comércio. O advogado reconhece que isso acontece há dez anos. A Prefeitura informou que o objetivo não é atingir os moradores, somente os comércios ilegais. “A administração municipal informa que além de abastecer festas clandestinas, as construções irregulares, como adegas, barracas e comércios improvisados prejudicavam a circulação de pedestres, a mobilidade urbana e o uso coletivo desses espaços, especialmente pela ausência de calçadas.”ESTACIONAMENTO
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.