Visitantes Eventos movimentam economia local e reforçam identidade cultural no interior e litoral do estado
FOTO: Divulgação

As festas juninas devem atrair cerca de 520 mil turistas ao Estado de São Paulo entre os meses de junho e agosto, segundo levantamento do CIET (Centro de Inteligência da Economia do Turismo), vinculado à Setur-SP (Secretaria de Turismo e Viagens). A movimentação turística representa um impacto econômico direto estimado em R$ 389 milhões, considerando apenas os deslocamentos com pernoite.
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Presente em municípios do interior e do litoral paulista, a temporada de festas juninas gera expectativa positiva para o setor de turismo, especialmente durante o período de férias escolares. A média de ocupação hoteleira projetada é de 64%, e a maior parte das cidades (88%) espera receber visitantes de fora.
As comemorações impulsionam diferentes segmentos da economia local, como o comércio, a rede de restaurantes, o setor de hospedagem e o transporte. Além da movimentação financeira, os eventos são apontados como importantes para a valorização das tradições. Segundo o levantamento, 97% das prefeituras afirmaram que as festas contribuem para preservar e promover a cultura local.
“O calendário junino expressa a identidade do povo paulista e tem impacto direto no turismo interno. As festas fortalecem o sentimento de comunidade e são também um atrativo para quem busca experiências culturais”, afirma Roberto de Lucena, secretário de Turismo e Viagens do Estado.
As celebrações variam de cidade para cidade, com destaque para eventos tradicionais como a Quermesse do Padroeiro, em Mirandópolis, que ocorre ao longo de junho, e a 141ª Festa de São João Batista, em Laranjal Paulista, marcada por missas, apresentações culturais e barracas de comidas típicas até o dia 24.
As festas juninas têm origem em celebrações pagãs associadas ao solstício de verão, mas no Brasil se consolidaram como eventos religiosos populares, ligados a figuras como Santo Antônio, São João e São Pedro. Atualmente, ocorrem em igrejas, praças e espaços públicos, organizadas por comunidades locais ou por prefeituras.
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