Acordo Se não houver acordo entre trabalhadores e empresas, tema deve ser debatido na próxima assembleia do colegiado, agendada para o dia 17
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A campanha salarial dos Na última quarta-feira (28), o presidente do colegiado e chefe do Executivo de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), se reuniu com o presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários e Anexos do Grande ABC), Leandro Mendes, e se comprometeu a levar a questão aos demais colegas. Antes, na próxima quarta-feira, às 16h, haverá uma nova assembleia na sede da entidade sindical.
Milena Braga Romano, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC, que deveria participar da reunião da última quarta-feira, não compareceu.
Marcelo Lima elogiou a postura de Mendes, de chamar as prefeituras para o debate. “Cada uma das sete cidades tem uma realidade diferente e em cinco delas os prefeitos estão trabalhando com um orçamento que foi feito pelos seus antecessores”, afirmou. As exceções são Mauá e Ribeirão Pires, nas quais os mandatários foram reeleitos.
Mendes mais uma vez sinalizou com o diálogo. Ele espera que até a próxima semana os empresários formulem uma proposta que possa ser aceita pela categoria. “Queremos acabar com isso. Todo mundo quer trabalhar. A gente ser parceiro e um precisa do outro. A briga não é boa para ninguém. A intenção é a gente tentar o melhor acordo”, afirmou o sindicalista.
Desde terça-feira os motoristas estão no chamado estado de greve, situação em que categoria sinaliza que pode cruzar os braços caso as negociações não avancem. “A gente espera que os empresários vejam o que dá para melhorar e mandem uma proposta digna”, afirmou Mendes.
Os condutores rejeitaram a oferta dos empresários de reajustar salários e benefícios em 5,32%, correspondente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que equivale à inflação oficial. Eles propuseram elevar os salários de motoristas de ônibus convencional e articulado de R$ 4.236,68 para R$ 4.462,07. Os condutores de midi (veículos menores), de 3.732,13 para R$ 3.930,68, e os que dirigem vans e cobradores passariam de R$ 2.445,93 para R$ 2.576,05. Vale-alimentação e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) também seriam reajustados pelo mesmo percentual.
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