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Motoristas de ônibus avaliam proposta salarial das empresas

Sindicato patronal oferece reajuste de 5,32%, equivalentes ao INPC; percentual é compatível com o aumento obtido por servidores públicos

Nilton Valentim
27/05/2025 | 08:24
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os motoristas de ônibus da região realizam assembleia nesta terça-feira (27) para avaliar a proposta de reajuste salarial e de benefícios feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Grande ABC. Os empresários oferecem 5,32%, referentes ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período de maio de 2024 a abril de 2025. O percentual é semelhante ao que vem sendo obtido pelos servidores públicos das prefeituras (veja arte ao lado).

“Reiteramos o pedido de aprovação para que o transporte coletivo trabalhe sem interrupção, principalmente por se tratar de atividade essencial à população”, diz a presidente do sindicato patronal, Milena Braga Romano.

Pela proposta, que será avaliada nesta terça-feira (27) pela categoria em duas assembleias – às 9h30 e 16h – no Sintetra (Sindicato dos Rodoviários e Anexos do Grande ABC), o salário dos motoristas de ônibus convencionais seria reajustado em R$ 225,39, passando de R$ 4.236,68 para R$ 4.462,07. 

DGABC

Os condutores de midi (veículo menor que um convencional e maior do que um micro) teriam R$ 198,55, indo de R$ 3.732,13 para R$ 3.930,68, enquanto os que dirigem van e os cobradores teriam aumento de R$ 130,12, passando de 2.445,93 para R$ 2.576,05.

Com relação aos benefícios, o vale-alimentação subiria de R$ 856,10 para R$ 901,64 e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para os motoristas convencionais seria de R$ 3.169,93, divida em duas parcelas de R$ 1.584,97. Já os cobradores ou motoristas que atuam em corredor exclusivo com bilhetagem eletrônica receberiam R$ 1.105,85, em duas parcelas de R$ 552,93.

OUTRO LADO

O Sintetra defende que, além da reposição da inflação (INPC), seja adicionado um percentual de aumento real, fazendo com que o reajuste total chegue na casa dos 7%.

Quanto aos demais benefícios, a categoria pede R$ 1.100 de vale-alimentação, aumento de 28,48%, e PLR no valor de R$ 4.280, que representa 42,6% sobre os R$ 3.001,28 pagos em 2024. Outro ponto defendido é que os motoristas de midi recebam salário igual aos colegas que dirigem ônibus maiores (convencionais). 

“É importante que os empresários coloquem a mão na consciência. Estamos abertos ao diálogo e à negociação. A greve não é boa para ninguém. Não é boa para os motoristas, para as empresas, para as prefeituras e, muito menos para a população”, afirma Leandro Mendes, presidente do Sintetra.




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